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Mercado Financeiro

28/05/2018 - 15h55min. Alterada em 28/05 às 15h54min

Petróleo fecha em queda forte pressionado por Opep e liquidez baixa

O petróleo encerrou a sessão desta segunda-feir (28) em Londres em queda forte, pressionado por sinais de que a produção de Estados-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados pode se expandir a partir do próximo mês. Os movimentos, contudo, foram influenciados pela baixíssima liquidez do mercado, devido aos feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido.
O petróleo encerrou a sessão desta segunda-feir (28) em Londres em queda forte, pressionado por sinais de que a produção de Estados-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados pode se expandir a partir do próximo mês. Os movimentos, contudo, foram influenciados pela baixíssima liquidez do mercado, devido aos feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para agosto caiu US$ 1,15 (-1,50%), para US$ 75,32. A sessão encerrou duas horas mais cedo que o habitual. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), houve apenas negociação eletrônica. Às 13h59 (de Brasília), o WTI para julho cedia US$ 1,41 (-2,08%), para US$ 66,47.
Na semana passada, o petróleo reverteu a tendência recente de alta diante de rumores de que a Opep e seus aliados possam vir a ampliar a produção a partir do meio do ano.
Desde novembro de 2016, a Opep e mais dez países produtores de petróleo, entre os quais a Rússia, concordaram em diminuir a exploração com vistas a elevar a cotação do óleo no mercado internacional.
A política surtiu efeito e o barril saiu da casa dos US$ 30 em 2016 para beirar os US$ 80 em 2018, mas não sem isso sacrificar os países produtores, que viram a quantidade de petróleo bombeado minguar.
"Temores de interrupções na oferta no Irã e na Venezuela levaram a Opep e autoridades aliadas russas a anunciar a possibilidade de bombear mais petróleo a partir do próximo mês", explicou o conselheiro econômico do think-tank britânico Chatham House Marc-André Fongern.
Na semana passada, o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, e o próprio presidente do país, Vladimir Putin, declararam publicamente a possibilidade de aumentar a produção. A visão de Moscou é que o barril do Brent perto de US$ 60 mantém a produção do país sustentável.
Outro fator determinante nas negociações hoje foi a baixa liquidez no mercado internacional. Nos Estados Unidos, a segunda-feira marca a comemoração do Memorial Day. No Reino Unido, o feriado bancário fechou os mercados domésticos.