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Porto Alegre, terça-feira, 22 de maio de 2018.
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Notícia da edição impressa de 23/05/2018. Alterada em 22/05 às 21h16min

Banco Central decreta liquidação da corretora Gradual

O Banco Central (BC) decidiu fechar a corretora Gradual. De acordo com a autoridade monetária, a instituição paulistana cometeu graves violações às normas legais e regulamentares, e estava com a situação econômico-financeira comprometida. Em comunicado divulgado ontem, o BC afirmou que havia prejuízos que sujeitam seus credores a risco anormal. A empresa estava na mira da Polícia Federal (PF).
Fundada em 1991, a empresa já figurou entre as principais corretoras independentes do Brasil, e hoje tem 60 mil clientes e R$ 7 bilhões em custódia. Em nota, o Banco Central fez questão de ressaltar que a Gradual não tem vínculos com qualquer conglomerado bancário e tem baixa relevância no sistema financeiro nacional. A empresa representa apenas 0,003% do ativo total e 0,07% dos recursos administrados de terceiros. Foi responsável por 0,04% do movimento total de câmbio realizado no 4º trimestre do ano passado.
"Em observância às suas competências legais, o Banco Central está adotando as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades pelos fatos que resultaram na liquidação. Nos termos da lei, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis", afirmou a autarquia.
O BC explicou que o caso da Gradual não prevê uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) - que garante um montante de até R$ 250 mil em depósitos de cada cliente de instituições financeiras que passam por liquidação. Isso porque não há captação de depósitos desses clientes.
Alvo de investigações da PF por suposto envolvimento na utilização de recursos de institutos de previdências municipais em debêntures sem lastro, a Gradual decidiu encerrar suas operações em bolsa há duas semanas. A presidente Fernanda de Lima e seu marido, Gabriel Paulo Gouvêa Freitas Júnior, que era diretor da corretora, chegaram a ser presos no mês passado. Foi durante a Operação Encilhamento, segunda fase da Papel Fantasma, por suspeita de envolvimento em esquema de fraudes de R$ 1,3 bilhão contra sistemas de previdência de pelo menos 28 municípios em sete estados.
Os investigadores acreditam que a contadora Meire Poza, envolvida na Operação Lava Jato por prestar serviços às empresas de Alberto Youssef, teria orientado os membros da Gradual a montar a fraude envolvendo a aplicação dos recursos de fundos previdenciários em títulos podres.
 
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