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Porto Alegre, terça-feira, 22 de maio de 2018.
Dia do Apicultor.

Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Notícia da edição impressa de 23/05/2018. Alterada em 22/05 às 21h42min

Bancos anunciam pagamento à vista para as perdas da poupança

Site permite a apresentação de documentos comprobatórios

Site permite a apresentação de documentos comprobatórios


/REPRODUÇÃO/JC
Os poupadores que tiveram perdas na poupança com planos econômicos de 1987 a 1991 deverão aderir ao acordo para pagamento, por meio de seus advogados, em um site criado pela Febraban, que entrou em funcionamento ontem. A plataforma também será usada para a apresentação on-line dos documentos comprobatórios e a indicação da conta-corrente para o crédito dos valores definidos após a análise.
O Itaú e o Santander já anunciaram que vão fazer o pagamento à vista ao poupador. O Banco do Brasil também avalia adotar o depósito à vista. Os bancos deverão realizar o pagamento à vista para clientes que tenham ressarcimento de até R$ 5 mil e, no prazo de até quatro anos, para valores superiores, segundo o acordo firmado entre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e os representantes dos poupadores, que foi validado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ontem, cerca de mil clientes já tinham aderido ao acordo em quatro horas de funcionamento da plataforma eletrônica. Entre as instituições financeiras, há expectativa de grande adesão ao acordo, que envolve cerca de 3 milhões de brasileiros, que têm até R$ 12 bilhões a receber. A recomendação é que a adesão seja feita pelos advogados que já representam os clientes no processo judicial sobre a remuneração da poupança, porque é preciso informar dados e anexar documentos relacionados ao processo judicial.
A adesão ocorrerá através do site www.pagamentodapoupanca.com.br e valerá para todos os clientes que tinham caderneta de poupança no período dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991), e que reclamam a correção dos valores na Justiça em ação individual ou coletiva. Há um calendário para entrar no sistema e começar a receber que começa com nascidos até 1928 - ou seja, que têm 90 anos ou mais. Mensalmente, o calendário de pagamento avançará para clientes mais novos até que em março de 2019 todos serão beneficiados com o pagamento.
Com os documentos, bancos terão 60 dias para analisar os dados e, se o pedido estiver correto, o pagamento será feito nos 15 dias seguintes. O dinheiro será depositado na conta do poupador. Caso o cliente tenha morrido, o depósito será depositado em conta judicial para ser incluído no espólio. Caso a poupança tenha sido em uma instituição adquirida, o pagamento ficará a cargo da instituição que a adquiriu. Clientes do ABN Amro Real, por exemplo, receberão o pagamento do Santander.
Já os poupadores que tinham caderneta no Bamerindus e Nacional - instituições que foram socorridas pelo Proer - ainda têm situação indefinida. No caso da primeira instituição, há conversas entre os bancos que adquiriram os ativos e passivos para eventual pagamento, mas ainda há definição sobre o tema.

O que dizem os bancos

Banco do Brasil
O Banco do Brasil avalia adotar o pagamento à vista ao poupador que aderir ao acordo sobre a correção da poupança durante os planos econômicos. O estoque de pagamentos envolve também os bancos incorporados, como o Banco Nossa Caixa S.A. (BNC) e do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). O BB tem 600 mil clientes-poupadores em condições de aderir ao acordo.
Santander
O Santander pagará à vista todos os valores devidos para seus correntistas que fecharem o acordo para a indenização de perdas provocadas por planos econômicos. Segundo o banco, o crédito integral será feito na data do respectivo lote, conforme o cronograma oficial dos pagamentos. Para valores superiores a R$ 5 mil, os depósitos serão divididos entre uma parcela à vista e de duas a seis parcelas semestrais, a depender do montante a receber.
Itaú
O Itaú fará o pagamento à vista, independentemente do valor, a todos os poupadores que reivindicaram judicialmente, dele ou de bancos incorporados, o ressarcimento dos planos econômicos. Para isso, é preciso concluir a adesão ao acordo e indicar uma conta para depósito na instituição. O pagamento envolve os seguintes bancos incorporados: Banerj, Banestado, Bandeirantes, Unibanco, Nacional e Banorte.
Caixa
A Caixa pagará em lotes dependendo do valor a ser recebido. Quem tem direito a até R$ 5 mil receberá à vista, sem qualquer desconto. Para valores entre R$ 5.000,01 e R$ 10.000,00, o pagamento será em três parcelas iguais, com 8% de abatimento. No caso de valores acima de R$ 10.000,00, o pagamento será em cinco parcelas iguais, sendo a primeira em 15 dias e as demais, a cada seis meses. Para valores entre R$ 10 mil a R$ 20 mil, o desconto será de 14%. Já aqueles que têm direito a receber mais de R$ 20 mil, terão 19% do valor descontado.
Bradesco
O Bradesco informou que está analisando a forma de pagamento.
 

Liberação de recursos gera impacto no consumo, diz Febraban

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, disse acreditar que o acordo com os poupadores que reclamavam a correção das cadernetas pelos planos econômicos ajudará na retomada da economia. Segundo o executivo, o acerto ajudará especialmente pequenos poupadores, já que 65% das adesões têm até R$ 5 mil a receber.
Após cerimônia para o lançamento da plataforma de adesão ao acordo com os bancos no Palácio do Planalto, Portugal disse que, "com certeza", a liberação de recursos aos poupadores ajudará no consumo, na retomada da economia.
Ele não fez um prognóstico de eventual impacto no Produto Interno Bruto (PIB), mas citou que a liberação ajuda a atividade ao transferir os recursos que estavam nos bancos e se transformarão em disponibilidade para as famílias. Questionado sobre as cifras citadas pelo presidente Michel Temer de que o acordo poderia injetar até R$ 12 bilhões na economia, Portugal disse que não é possível falar em cifras, porque o valor dependerá da adesão dos poupadores ao acordo.
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