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Petróleo

22/05/2018 - 17h16min. Alterada em 22/05 às 17h16min

Petróleo Brent volta a tocar marca de US$ 80 por barril

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única nesta terça-feira (22), à medida que os investidores avaliaram as ameaças de novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, mas continuaram monitorando a produção e o volume estocado de petróleo em solo americano. Durante o dia, o petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar a barreira de US$ 80 por barril, embora tenha apagado parte dos ganhos antes do fim dos negócios.
Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única nesta terça-feira (22), à medida que os investidores avaliaram as ameaças de novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, mas continuaram monitorando a produção e o volume estocado de petróleo em solo americano. Durante o dia, o petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar a barreira de US$ 80 por barril, embora tenha apagado parte dos ganhos antes do fim dos negócios.
Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para entrega em julho fechou em alta de 0,44%, a US$ 79,57 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para o mesmo mês recuou 0,21%, para US$ 72,20, enquanto o contrato para entrega em junho, cujo vencimento se deu nesta terça-feira, encerrou em baixa de 0,15%, a US$ 72,13 por barril.
Na segunda-feira, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, deixou claro que qualquer acordo nuclear com o Irã exigiria que o país persa pare de enriquecer urânio e interrompa o apoio a grupos extremistas. Washington ameaçou Teerã com "as sanções mais fortes da história" caso o país não se renda às exigências. Nesse sentido, de acordo com o economista Thomas Pugh, da Capital Economics, o petróleo subiu em Londres "especificamente por causa do discurso de Pompeo".
"Certamente parece que os EUA vão se empenhar tanto quanto for possível em aplicar sanções e tentarão ao máximo fazer com que essas penalidades doam", disse Pugh. Não por acaso, o Departamento do Tesouro americano informou, durante a manhã, que impôs sanções contra cinco oficiais "associados" à Guarda Revolucionária do Irã, que é acusada de prover a milícia Houthi.
No início do mês, o presidente americano, Donald Trump, retirou os EUA do acordo nuclear internacional de 2015 com o Irã, elevando o preço do petróleo, em meio à crença de que quaisquer novas sanções dos EUA impedirão a oferta de óleo do país persa. O Brent voltou a quebrar temporariamente a marca de US$ 80 por barril pela segunda vez em mais de três anos e meio. Analistas estimam que dos 2,4 milhões de barris diários exportados pelo Irã, entre 400 mil e 1 milhão de barris podem estar em risco.
O risco de fornecimento ocorre durante um mercado mundial de petróleo que já está se tornando mais rígido, enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros grandes produtores continuam cortando a oferta de petróleo como parte de um acordo coordenado para absorver um excesso global de oferta que pesou nos preços desde o fim de 2014. Pouco depois do fechamento, circularam no mercado relatos de que a Opep pode decidir elevar a oferta de petróleo em junho devido a preocupações com o declínio da produção da Venezuela e à possibilidade de menor oferta de óleo iraniano.
De acordo com o Julius Baer, as sanções impostas pelos EUA contra a Venezuela na segunda-feira podem afetar o setor petrolífero, o que "aceleraria o declínio da produção de petróleo venezuelana", que já caiu para apenas 1,4 milhão de barris.