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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 22/05/2018. Alterada em 21/05 às 21h39min

Fazenda sinaliza reduzir previsão de alta do PIB

Guardia afirmou que expectativa para 2019 se mantém em 3%

Guardia afirmou que expectativa para 2019 se mantém em 3%


/FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL/JC
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, sinalizou ontem que o governo deve reduzir a previsão para o crescimento da economia em 2018 no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas. O documento será divulgado hoje. Em teleconferência com jornalistas estrangeiros, Guardia ainda reforçou que o governo monitora a volatilidade do mercado, com a recente instabilidade do dólar e das taxas de juros, mas disse que o Brasil tem uma posição externa confortável.
O ministro não falou em números. A expectativa, no entanto, é que o PIB seja revisado de 2,97% para algo em torno de 2,5%. Guardia ponderou, contudo, que, apesar da expectativa do mercado de um resultado pior neste ano, indicadores importantes, como a venda de bens duráveis, têm tido bom desempenho.
Guardia garantiu, ainda, que a expectativa para 2019 se mantém em um crescimento de 3%. Ele afirmou que esse número ainda pode ser melhorado caso a agenda de reformas do governo seja aprovada no Congresso. E reforçou que a aprovação da reforma da Previdência depende do suporte do próximo presidente eleito. O ministro da Fazenda reconheceu que o País pode se beneficiar com o conflito comercial entre Estados Unidos e China, mas disse que a estratégia principal do Brasil é abrir mais a economia. "As tensões entre Estados Unidos e China poderiam criar oportunidades, mas nós não estamos contando com isso. Precisamos abrir a economia, exportar mais e importar mais. É um grande momento para negociar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Essa é a direção correta."
Em relação à instabilidade trazida pela alta do dólar, o ministro voltou a dizer que o País tem reservas internacionais elevadas, déficit em conta-corrente baixo e financiado por investimento estrangeiro direto, além de inflação baixa. Ele disse que o governo monitora a situação de volatilidade e tem instrumentos para agir, como o aumento do volume de swaps cambiais feitos pelo Banco Central na última sexta-feira. Ele ainda reforçou que o Tesouro Nacional "é capaz de aguentar a pressão do mercado".
 

Selic no fim de 2018 segue em 6,25%, aponta Boletim Focus do Banco Central

Já após a decisão de política monetária do Banco Central (BC) da semana passada, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic para o fim de 2018 e de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe ontem que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, número igual ao verificado há quatro semanas.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a manutenção da Selic em 6,50% ao ano, contrariando a maioria dos economistas do mercado, que esperavam por um corte adicional de 0,25 ponto percentual.
Ao justificar a manutenção da Selic, o colegiado deu peso ao movimento de alta mais recente do dólar, no contexto de normalização das taxas de juros nas economias centrais. No Brasil, o dólar à vista acumula alta de 6,64% em maio e de 12,71% em 2018.
No Focus, a Selic média de 2018 foi de 6,34% para 6,38% ao ano, ante os 6,34% de mês antes. A taxa básica média de 2019 foi de 7,07% para 7,08%, ante 7,08% de um mês atrás. Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções de médio prazo (Top 5), a projeção da taxa básica em 2018 passou de 6,25% para 6,50% ao ano, ante 6,25% de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,50%.
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Monitor da FGV aponta alta de 0,3% no 1º trimestre no confronto com o 4º trimestre de 2017

O PIB brasileiro avançou 0,3% no primeiro trimestre ante os três últimos meses de 2017, estima o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio do Monitor do PIB. Em relação ao primeiro trimestre de 2017, a alta foi de 0,9%. Isoladamente em março, o PIB teve desempenho negativo, com queda de 0,5% em relação a fevereiro e recuo de 0,4% ante março de 2017.
O Monitor do PIB da FGV antecipa a tendência do principal indicador da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo IBGE, responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.
Para a FGV, o desempenho da economia teve resultados divergentes no primeiro trimestre. "Enquanto a economia apresentou crescimento de 0,3%, na taxa trimestral ajustada sazonalmente, com tendência de alta, a taxa trimestral interanual da atividade econômica cresceu 0,9% com trajetória de queda", diz a nota divulgada há pouco pela entidade.
A FGV destacou que o crescimento reduziu de ritmo. "A economia continua apresentando crescimento no primeiro trimestre de 2018, invertendo a trajetória declinante observada até o quarto trimestre de 2017, de acordo com a série com ajuste sazonal. Por sua vez, na comparação interanual, o crescimento do primeiro trimestre é menor do que o crescimento dos trimestres anteriores", diz a nota.
Nas comparações do primeiro trimestre de 2018 com igual período do ano passado, o destaque positivo foi o crescimento das atividades da indústria de transformação (4,6%) e do comércio (4,8%). No sentido oposto, a atividade agropecuária retraiu 5,2% após ter apresentado taxas de crescimento altas durante o ano de 2017.
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