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Mercado Financeiro

15/05/2018 - 14h57min. Alterada em 15/05 às 14h57min

Ministro Guardia diz que alta do dólar é movimento internacional e Brasil não está imune

O dólar segue em ritmo de alta nesta terça-feira (15), atingindo o valor de R$ 3,68 pela manhã

O dólar segue em ritmo de alta nesta terça-feira (15), atingindo o valor de R$ 3,68 pela manhã


NIKLAS HALLE'N/AFP/JC
Agência Brasil
A alta do dólar no Brasil é um movimento internacional de fortalecimento da moeda americana, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, nesta terça-feira (15), em Brasília. O ministro conversou com a imprensa após participar de reunião com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, para discutir como o tribunal pode ampliar a capacidade de auditar os parcelamentos de dívidas tributárias e benefícios fiscais. "No curto prazo, é um movimento internacional de fortalecimento do dólar e o Brasil não está imune a isso", disse o ministro.
A alta do dólar no Brasil é um movimento internacional de fortalecimento da moeda americana, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, nesta terça-feira (15), em Brasília. O ministro conversou com a imprensa após participar de reunião com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, para discutir como o tribunal pode ampliar a capacidade de auditar os parcelamentos de dívidas tributárias e benefícios fiscais. "No curto prazo, é um movimento internacional de fortalecimento do dólar e o Brasil não está imune a isso", disse o ministro.
Na segunda-feira (14), o dólar comercial fechou o dia cotado R$ 3,628, uma alta de 0,73%. Esse foi o maior valor desde abril de 2016, quando a moeda chegou a valer R$ 3,693. Nesta terça-feira (15), às 12h10, o dólar estava cotado a R$ 3,68, com alta de 1,4%. "Vejo como uma tendência internacional de fortalecimento do dólar. Se nós olharmos para os países emergentes ou para as principais moedas, elas estão se desvalorizando vis-à-vis o dólar", destacou o ministro.
Segundo o ministro, o governo deve manter a estratégia de ajuste fiscal para fazer frente a alta do dólar. "A melhor resposta do governo é persistir trabalhando no processo de consolidação fiscal, aumentar a produtividade, reduzir custos para tornar a economia brasileira mais eficiente. Temos um cenário de contas externas muito favorável, temos reservas internacionais, temos um pequeno déficit em transações correntes, que é amplamente financiável pelos investimentos diretos estrangeiros, a inflação está baixa, um processo de redução da taxa de juros", disse.
A alta do dólar ocorre mesmo com ajustes na atuação do Banco Central no mercado de câmbio. Na última sexta-feira (11), após o fechamento do mercado, o banco anunciou ajustes nos leilões de contratos de sawps cambiais, equivalentes à venda de dólares mercado futuro. O BC passou a fazer leilões com vencimento em junho e antecipou operações adicionais.
Com os ajustes, nesta terça-feira (14) o BC iniciou a oferta diária de rolagem integral de 4.225 contratos, com vencimento em junho. Além disso, passou a fazer a oferta adicional de 5 mil novos contratos ao longo do mês e não apenas ao final como estava previsto.