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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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balanços

14/05/2018 - 22h53min. Alterada em 14/05 às 21h29min

Ganho do Bndes sobe 453,4% com venda de ações da Petrobras

Redução da expectativa a calote também contribuiu para saldo positivo

Redução da expectativa a calote também contribuiu para saldo positivo


/DANILO UCHA/JN/ARQUIvo/JC
A venda de ações da Petrobras e a redução da expectativa de calote fizeram o lucro do Bndes crescer 453,4% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 2,064 bilhões, ante igual período de 2017.
Segundo o superintendente da área de Integração, Controladoria e Gestão de Riscos, Maurício Chacur, a melhora geral da economia permitiu ao Bndes reduzir as chamadas provisões, ou seja, os recursos reservados pelo banco para uma eventual perda futura. Houve redução de R $ 2,21 bilhões com a despesa com provisão no trimestre.
Ainda assim, a inadimplência cresceu um pouco. No primeiro trimestre, a taxa de inadimplência para 30 dias do Bndes foi de 2,24%. No fim do ano passado, estava em 2,12% e, no fim de março de 2017, estava em 2,13%.
'Nós revisamos o risco de crédito de cada cliente. O nível de inadimplência que preocupava antes não preocupa mais, pois as provisões que já fizemos no passado foram suficientes para cobrir a inadimplência do primeiro trimestre - explicou Vânia Borgerth, contadora do banco de fomento.
Boa parte da inadimplência está relacionada a atrasos no pagamento do estado do Rio de janeiro. Se as operações de crédito que têm garantia da União estivessem em dia, a taxa de inadimplência do banco seria de 0,98%, bem menor que os 3,43% do sistema financeiro nacional.
Segundo Vânia, o governo estadual do Rio responde pela maior parte das operações atrasadas que têm aval do Tesouro Nacional. Essas operações atrasadas devem ser reconhecidas como inadimplentes, mas elas representam, na prática, risco quase nulo para o Bndes, pois o Tesouro cobre eventuais perdas.
Quanto a vendas das ações da Petrobras, o Bndes tinha 16,54% da empresa no fim de 2017 e reduziu essa fatia para 15,98% em março. A estratégia do banco de vender participações na empresa deve-se tanto à busca por diversificação da carteira da BndesPar (braço de participações do banco) como também à necessidade de o banco se enquadrar numa norma do Banco Central (BC), que limita em 25% a exposição da instituição a cada cliente.
Essa redução pode acontecer tanto por diminuição na concessão de crédito, como também por venda de ações. Pelas regras do BC, o Bndes teria que reduzir em 20% o excesso de exposição à Petrobras até junho de 2018. Essa redução deve ser gradual até 2024. Segundo Vânia, o banco praticamente zerou o excesso com vendas recentes.
"Reduzimos 95% do excesso de exposição à Petrobras. Só não zeramos porque houve valorização das ações", disse a contadora. O Bndes não divulga o valor exato da venda das ações da estatal, mas Vânia afirmou que o resultado da BndesPar obtido com venda de participações foi de R$ 831 milhões e que quase tudo está relacionado à Petrobras.
 
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