Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 10 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Consumo

Notícia da edição impressa de 11/05/2018. Alterada em 10/05 às 22h42min

Inflação acelera em abril para 0,22%, diz IBGE

No segmento alimentação, um dos maiores aumentos foram verificados na cebola, com 19,55%

No segmento alimentação, um dos maiores aumentos foram verificados na cebola, com 19,55%


JOÃO MATTOS/JC
O reajuste nos preços dos remédios pressionou a inflação oficial brasileira em abril, elevando o índice para 0,22%, ante 0,09% no mês anterior. Ainda assim, a inflação permanece nos patamares mais baixos desde o início do Plano Real, considerando o acumulado no ano ou em 12 meses.
Como resultado do reajuste anual vigente desde 31 de março, os preços dos remédios subiram 1,52% e contribuíram com metade da inflação de abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O grupo saúde teve alta de 0,91%, também pressionado por aumento no custo do plano de saúde.
Outros segmentos que contribuíram para a inflação foram vestuário (0,62%), puxado por preços maiores de roupas femininas, e habitação (0,17%), por causa do preço da energia, impulsionado por reajustes na conta de luz no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.
Com alta de 0,09%, os alimentos permanecem em patamares baixos em relação a anos anteriores, contribuindo para manter a inflação acumulada abaixo do piso da meta do governo. Foi a menor variação para o mês desde 2007, quando o aumento foi de 0,03%.
Em abril, os maiores aumentos foram verificados na cebola (19,55%), hortaliças (6,46%) e leite longa vida (4,94%), refletindo o fim do período chuvoso. "Repetindo uma boa safra como a do ano passado, os alimentos vão contribuir para segurar o custo de vida das famílias", disse o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves. Já a alimentação fora de casa registrou queda de 0,22%, resultado de promoções e realinhamento de preços de restaurantes diante da baixa demanda provocada pela crise econômica, disse Gonçalves.
A inflação acumulada em 2018 é de 0,92%, o menor patamar desde 1994. Em 12 meses, soma 2,76%, também o menor índice desde o início do real. É o décimo mês consecutivo em que esse indicador fica abaixo de 3%, o piso da meta estabelecida pelo governo - que é de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Em 2017, a inflação foi de 2,97% e ficou abaixo do piso da meta pela primeira vez na história, o que gerou a necessidade de justificativa pelo Banco Central. Em carta ao Ministério da Fazenda, a instituição citou o preço dos alimentos como causa para o descumprimento da meta.
O último relatório Focus, do Banco Central (BC), mostra que o mercado espera que o IPCA feche o ano em 3,49%. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC projeta 3,8%. Em maio, diz o IBGE, a inflação pode ter impactos de aumento no preço da energia, com a adoção da bandeira amarela na conta de luz e reajustes em cidades como Porto Alegre, Fortaleza e Salvador.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia