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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Notícia da edição impressa de 10/05/2018. Alterada em 09/05 às 19h49min

Percentual de famílias endividadas fica em 65,7%

O índice de famílias endividadas no Rio Grande do Sul em abril ficou em 65,7%, o que representa queda tanto no confronto com o mesmo mês de 2017 (75,2%) como em relação a março/2018 (68,2%). Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Fecomércio-RS, revelam que a perspectiva de retomada do mercado de trabalho por meio de empregos formais e a manutenção das taxas de juros em patamar reduzido contribuem para que o percentual de famílias endividadas não avance. "Esses dois fatores permitem que as famílias consigam alocar mais renda para a amortização das dívidas", destacou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
Em abril, houve queda no indicador que mede a parcela da renda comprometida com dívidas, atingindo 31,9%, ante 32,5% do mês anterior. O tempo médio de comprometimento com dívidas ficou em 7,7 meses, pouco abaixo do registrado em março deste ano. O cartão de crédito continua apresentando o maior peso na composição do endividamento dos gaúchos (81,5%), seguido por carnês (28,2%), crédito pessoal (23,3%) e cheque especial (9,7%).
O percentual de famílias gaúchas com contas em atraso cresceu no confronto interanual, passando de 36% em abril do ano passado para 40,7% no mês deste ano, com alta mais relevante para os grupos com renda acima de 10 salários-mínimos. A retomada do mercado de trabalho, muito ainda com a ocupação de vagas informais, não garante estabilidade à renda e contribui para o crescimento do indicador. Soma-se a isso a crise financeira do setor público no Estado, com a prática de parcelamento de salários, que afeta as condições financeiras das famílias.
O número de pessoas que não terão condições de honrar suas dívidas vencidas no prazo de 30 dias - o que sinaliza o grau de persistência da situação de inadimplência - apresentou queda, passando de 13,9% em abril/2017 para 10,9% em abril/2018. De acordo com a pesquisa, o percentual de famílias sem perspectiva de regularizar suas dívidas permanece abaixo do nível verificado em 2017.
 
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