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Porto Alegre, terça-feira, 08 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 08/05 às 17h33min

Petróleo fecha em baixa após Trump anunciar saída de acordo com Irã

Os contratos futuros de petróleo apresentaram volatilidade na sessão desta terça-feira, à medida que os investidores acompanharam as expectativas e a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do acordo nuclear internacional com o Irã.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em junho fechou em queda de 2,36%, a US$ 69,06 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para julho recuou 1,73%, a US$ 74,85.
Na tarde desta terça-feira, Trump não mediu as palavras e disse que os EUA irão se retirar do pacto nuclear firmado com o Irã em 2015 e reimpor "o mais alto nível de sanções econômicas" contra Teerã. A expectativa dos agentes do mercado já estava em torno da saída dos EUA do acordo e, com isso, os preços da commodity cederam a um movimento de realização de lucros, já que as penalidades a serem impostas por Washington devem afetar o setor de petróleo iraniano.
Neste ano, o risco geopolítico ajudou a sustentar os preços do petróleo, já que os contratos subiram para máximas em mais de três anos. Mais recentemente, o rali foi motivado por preocupações de que a retirada dos EUA do acordo nuclear prejudicaria as exportações iranianas e reduziria a oferta global. Durante sua fala, Trump ainda deixou aberta a possibilidade de um novo acordo com o Irã, ao dizer que consideraria um pacto que beneficiasse todo o povo iraniano.
"Ele foi muito duro com o Irã", disse Rebecca Braeu, economista sênior e estrategista da BNY Mellon Asset Management na América do Norte. Trump também ameaçou impor sanções contra outros países que ajudam o Irã a buscar armas nucelares, o que, segundo Braeu, poderia diminuir o fornecimento de petróleo. "Isso pode criar algum incentivo para os países não lidarem com o Irã", disse Braeu.
Os preços do petróleo subiram mais de 12% neste ano, já que os cortes na produção e a forte demanda diminuíram os estoques globais do óleo e as tensões geopolíticas levantaram questões sobre a fonte de suprimento. Como as sanções econômicas contra o Irã diminuíram há mais de dois anos, o Irã conseguiu aumentar a produção e as exportações de petróleo em cerca de 1 milhão de barris por dia, de acordo com analistas.
"A remoção dos barris de petróleo iranianos do mercado poderia causar um aperto no equilíbrio da demanda e elevar os preços, especialmente além das potenciais perdas de oferta devido aos riscos geopolíticos decorrentes da Venezuela, bem como do Iraque", disse o presidente do conselho de pesquisa para o Oriente Médio no MUFG Union Bank, Ehsan Khoman.
Também nesta terça-feira, o Departamento de Energia (DoE) dos EUA elevou a projeção para a produção de petróleo no país neste ano de 10,70 milhões de barris por dia (bpd) para 10,72 milhões de bpd. O órgão também estima que a produção em 2019 será de 11,9 milhões de bpd, subindo em relação aos 11,5 milhões de bpd previstos antes.
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