Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 07 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Conjuntura

Notícia da edição impressa de 08/05/2018. Alterada em 07/05 às 20h46min

Focus diminui projeção de crescimento do PIB

A perspectiva de crescimento da economia brasileira neste ano foi reduzida na pesquisa Focus do Banco Central (BC) divulgada ontem sob forte pressão da produção industrial, enquanto a expectativa para o dólar voltou a subir.
Diante de recorrentes sinais de dificuldades da economia em imprimir um ritmo sustentado de crescimento, os economistas consultados no levantamento reduziram a conta para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 a 2,70%, de 2,75% antes.
Importante pressão vem da produção industrial, cuja expectativa de expansão passou a 3,81%, de 4,28%. O ajuste vem depois de o setor ter terminado o primeiro trimestre estagnado, com queda inesperada na produção em março. Para 2019, permanecem as expectativas de crescimento de 3% do PIB e de 3,50% da produção industrial.
Outra revisão que os economistas promoveram no levantamento foi da taxa de câmbio, sendo que passaram a ver o dólar a R$ 3,37 no fim deste ano, frente a R$ 3,35 antes. Na semana passada, a moeda norte-americana acumulou ganho de 1,79%, na segunda semana seguida de alta em um rali recente, que levou a moeda a alcançar o patamar de R$ 3,50.
As contas para a inflação permaneceram inalteradas em 3,49% neste ano e em 4,03% em 2019, enquanto o cenário para a política monetária permanece o mesmo, com corte esperado de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião deste mês do BC.
Com a taxa básica de juros a 6,5% agora, os especialistas consultados no levantamento continuam vendo que ela terminará 2018 a 6,25% e 2019 a 8%.
O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também segue sem alterar sua visão, de Selic a 6,25% e 7,5%, respectivamente, em 2018 e 2019.
.

Investimentos subiram 0,3% no primeiro trimestre do ano, diz Ipea

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 0,8% em março ante fevereiro, informou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ontem. Com isso, o índice, que procura estimar, a partir de dados antecedentes, o comportamento dos investimentos no Produto Interno Bruto (PIB), encerrou o primeiro trimestre do ano com alta de 0,3% em relação ao quarto trimestre de 2017.
Na comparação com março de 2017, o Indicador Ipea de FBCF avançou 3,4%. No trimestre, a alta foi de 3,3% sobre os três primeiros meses do ano passado. No acumulado de 12 meses, o indicador registra queda de 0,1%.
O destaque positivo foi o consumo aparente de máquinas e equipamentos (produção interna líquida das exportações, acrescida das importações), que encerrou o primeiro trimestre com alta de 2,4%, após avanço de 2,2% em março.
"Enquanto a produção interna de bens de capital cresceu 1,8%, a importação de bens de capital recuou 4,8% na margem, devolvendo parte do forte crescimento observado no período anterior (12,8%)", diz a nota publicada nesta segunda-feira no blog da Carta de Conjuntura do Ipea, assinada pelo pesquisador Leonardo Mello de Carvalho.
O avanço do indicador foi puxado pelos investimentos em máquinas e equipamentos, porque o componente de construção civil apresentou crescimento mais modesto, avançando 0,2% ante fevereiro, resultado que sucedeu duas quedas consecutivas. O setor encerrou o primeiro trimestre de 2018 com retração de 0,6% ante o último trimestre do ano passado.

IFI reduz a previsão para a Selic e o IPCA

A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado reduziu as projeções para a inflação e para a Selic de 2018 em função da "elevada ociosidade da economia". A perspectiva para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano passou de 3,8% em abril para 3,5% em maio. Para a Selic, a estimativa caiu de 6,5% para 6,25%.
A estimativa para o desempenho do PIB foi mantida em 2,7%, "por ora", mas poderá ser reavaliada em breve, com a incorporação do resultado das contas nacionais do primeiro trimestre.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia