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música

Notícia da edição impressa de 30/05/2018. Alterada em 29/05 às 18h44min

Papas da Língua celebra 25 anos de palco

Papas da Língua comemora 25 anos do grupo com shows no Theatro São Pedro

Papas da Língua comemora 25 anos do grupo com shows no Theatro São Pedro


MARCO QUINTANA/JC
Frederico Engel
O Papas da Língua nasceu unindo amigos. Desde o início, Léo Henkin, Zé Natálio, Fernando Pezão e Serginho Moah buscavam produzir uma discografia extensa, um repertório que perdurasse por anos. O Porto de Elis, bar que ficava na subida da avenida Protásio Alves, foi o pontapé inicial para os 25 anos que estavam à frente.
Unidos por um quarto de século em que pensam, fazem e produzem músicas, os integrantes do Papas guardam na memória diversos momentos da trajetória que seguem construindo. A banda já se apresentou no exterior, como em Luanda, na Angola; em Viena, na Áustria; em Villa Carlos Paz, na Argentina; e em algumas oportunidades em terras lusitanas, como no Festival de Verão de Cascais, em que 45 mil pessoas foram à praia ouvir o Papas. Foi em Portugal, inclusive, que parte do grupo percebeu a projeção internacional havia alcançado. "Estávamos numa escada rolante de um shopping em Lisboa, eu e o Serginho. Na nossa frente, havia uma menina que, assim que começou a tocar o celular dela, pudemos ouvir Eu sei", lembra Zé Natálio.
Serginho Moah guarda com carinho a lembrança de quando o quarteto se apresentou em Nova Iorque no SOB's, restaurante que destaca performances de grupos latinos. "Poder apresentar-se em uma cidade com o espírito que envolve Nova Iorque, em particular no local em que se diz que foi o primeiro show internacional do Gilberto Gil, foi especial." A banda também tocou duas vezes em um festival no Sul da França, sendo que a segunda oportunidade ocorreu por lembrança do prefeito da cidade, que já conhecia o grupo da outra apresentação.
Em nível local, o sucesso ocorreu antes. Pezão e Léo recordam que escutavam as músicas da banda em diferentes rádios e horários, um termômetro considerável na época, já que era a principal mídia para repercussão de músicas. Outros eventos reforçavam a percepção do grupo: fila que dava voltas para a apresentação de lançamento do disco Xala-lá no Opinião, projeção para o Sul do País em 1998/99. Mas foi também com Eu sei, primeiro lugar das rádios brasileiras em 2006 por oito meses, que o Papas ficou conhecido do Oiapoque ao Chuí.
Durante todo esse período, Pezão, Zé, Serginho e Léo puderam acompanhar mudanças significativas na tecnologia que impactaram no universo da música. "Antes da era digital, a porta de entrada e para expansão de uma banda no mercado ficava praticamente restrita em estar vinculada a uma gravadora", observa Pezão. Como os quatro apontam, isso se alterou: com o avanço da internet, a produção independente e plataformas como YouTube ajudaram a pulverizar o consumo da música e popularizar artistas que souberam trabalhar com estas novas mídias. E, mesmo com esse novo organograma da indústria fonográfica, o Papas não alterou a sua forma de fazer música. "Não é devido ao digital que iremos mudar nossa linguagem, composição das letras, para atender novos públicos", contam.
Realmente, não aparenta ser algo necessário uma mudança do grupo para agregar novas faixas etárias. Zé, Léo, Serginho e Pezão percebem que diversas crianças vão em seus shows. "E os jovens conhecem as músicas, cantam todas", comentam. O quarteto acredita que os pais são os grandes influentes para que os filhos saibam das melodias, sendo o velho boca a boca essencial. E, com a popularização da internet, os jovens podem explorar e aprender mais sobre o Papas.
Mas a oportunidade de acompanhar pessoalmente o grupo, ainda mais em uma celebração de 25 anos, é algo que os fãs devem valorizar. O palco escolhido para as apresentações de sábado e domingo é o Theatro São Pedro (praça Mal. Deodoro, s/nº), local representativo para a banda, já que o primeiro DVD foi gravado no espaço. O show é composto por 25 músicas, alusivo à idade do conjunto, sendo cinco delas inéditas: Iluminada, O que você faz pelo seu País, Pura ingratidão, Semana inteira e Beira do mar. "Além dessas, também apresentamos os nossos hits e as músicas 'lado B', composições raras de se ouvir por aí", conta Léo.
O setlist pode parecer curioso, considerando a quantidade de músicas, mas os quatro justificam que a lógica da apresentação condiz com a proposta de espetáculo, algo que o teatro é capaz de proporcionar ao público. Serão três shows para celebrar: no sábado, às 21h (entre R$ 50,00 e R$ 90,00, somente na bilheteria do Theatro); no domingo, com a sessão das 18h já esgotada, e também às 21h, com ingressos entre R$ 30,00 e R$ 80,00. Neste tempo, mais de nove mil dias se passaram e o relógio continua sem parar.
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