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Porto Alegre, terça-feira, 29 de maio de 2018.
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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 30/05/2018. Alterada em 29/05 às 21h13min

Aos trancos e barrancos

Para melhor se entender o grave momento nacional, é preciso retroceder uma semana. Na quarta-feira passada, 23 de maio, a Câmara dos Deputados votou as primeiras medidas do Palácio do Planalto para atender às reivindicações dos caminhoneiros. A votação acabou por volta das 20h e, no mesmo, dia, os projetos foram encaminhados ao Senado Federal. Ou seja, o presidente do Senado, Eunício de Oliveira (MDB-CE), poderia ter anunciado sessão deliberativa para quinta-feira e votado as matérias.
Derrapagem política
Mas não. Eunício viajou para o Ceará, e o restante da turma se mandou, deixando a quinta-feira esvaziada no Legislativo, enquanto o País começava a ferver lá fora. O resultado dessa derrapagem política deu no que deu.
Atentos e de vigília
Quem é mais velho na reportagem deve lembrar que, antigamente, quando algo de grave acontecia, deputados e senadores corriam para Brasília e ocupavam os plenários do Congresso Nacional. Temerosos de uma ação militar, marcavam terreno. O recado era mais ou menos assim: "Estamos atentos, de vigília. Câmara e Senado são redutos da representatividade popular e dos estados. Portanto, não ameacem a democracia".
Plenário desocupado
Hoje, quando algo de grave ocorre, como no episódio de agora, as excelências viajam. Deputados votam, como ocorreu na semana passada, e desocupam o plenário. Já os senadores saíram antes que o presidente da casa os chamasse para o trabalho - votação das propostas do governo para evitar o agravamento da crise. Triste! Que ao menos ficassem em Brasília, de plantão, de prontidão. A democracia exige esse comportamento dos nossos representantes.
Desconexão com a realidade
O deputado gaúcho Alceu Moreira (MDB) fez, para a coluna, um balanço da situação do País, em ano eleitoral, com essa infinidade de problemas agravados pela greve dos caminhoneiros. Na avaliação do parlamentar, "a greve dos caminhoneiros trouxe à tona uma insatisfação geral da população com a estrutura pública, e reflete isso na política, porque é um setor mais visível". Mas o recado que a população está dando, acentua o deputado, "é que há uma desconexão gigantesca entre a realidade pública na Câmara dos Deputados, do Poder Executivo e do Poder Judiciário; há um distanciamento da realidade da sociedade", critica o deputado.
 
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