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Porto Alegre, domingo, 27 de maio de 2018.
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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 28/05/2018. Alterada em 27/05 às 21h47min

Política de preços da Petrobras

Henrique Fontana (PT)

Henrique Fontana (PT)


LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC
O deputado federal gaúcho Henrique Fontana (PT) avalia que "a questão dos caminheiros é uma questão do Brasil, da agricultura brasileira, de toda a economia do País". Segundo o líder petista, "não podemos adotar uma política de preços na Petrobras que seja uma espécie de 'liberou geral', que fixa os preços como quer, maximizando seus resultados, e subindo os preços do diesel o dobro do índice geral de preços". Isso, segundo Fontana, leva a valores proibitivos da gasolina e do diesel, e num país que é um grande produtor de petróleo.
Indo para o colapso
Na avaliação de Fontana, "estamos indo para o colapso". Ele considera que "essa política de liberdade total de preços para a Petrobras, para acompanhar oscilações do mercado internacional, nunca serviu ao Brasil". Os números revelados por especialistas durante a crise mostram que o parlamentar tem razão: estudo da Universidade de São Paulo (USP), mostra as dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros que vivem na estrada: 58% trabalham com carteira assinada; 27% são autônomos e dirigem seu próprio caminhão; 15% tem outros tipos de contrato; 43% trabalham mais que as 44 horas semanais previstas em lei; e 85% ganham entre um e dois salários-mínimos.
Dados dos últimos anos
Segundo números recentes, de abril, os caminhões transportam mais de 60% das cargas do País. Por isso uma parada dos caminhões tem tanto impacto. O parlamentar apresentou dados sobre combustíveis dos últimos anos no Brasil. "Quando se adotou essa política nos governos do Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em oito anos, o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) cresceu 152%, e o diesel, 347%, mais do que o dobro. Quando entraram os governos Lula (PT) e Dilma (PT), sempre entendemos que a Petrobras deve ser viabilizada, mas ela é uma empresa pública que deve servir aos interesses da economia brasileira. Com a entrada de Lula e Dilma, em 13 anos, o IGP-DI foi de 132% acumulado nesse período, e o diesel teve um aumento de 117%, menos do que o IGP-DI."
Variabilidades absurdas
"O petróleo", lembra Henrique Fontana, "nos últimos anos, foi de US$ 36 para US$ 80, que é o valor de hoje. Não se pode tratar a economia interna de um país no que diz respeito ao fornecimento de combustível com essas variabilidades absurdas".
Crise de desabastecimento
"Quando entrou Michel Temer (MDB)", argumenta o deputado, "o IGP-DI foi de 6%, e o diesel subiu 14%, ou seja, mais que o IGP-DI, e isso que está dando esse impacto; não há que passe simplesmente em mexer na Cide. A Petrobras precisa diminuir os preços dos combustíveis no mercado interno brasileiro para evitar uma crise de desabastecimento que já está começando".
Pequenos municípios
O prefeito Maico Betto (PPS), da pequena Vila Maria - 5,5 mil habitantes -, no Rio Grande do Sul, sintetizou bem os problemas enfrentados pelos municípios, motivo pelo qual os prefeitos apoiavam a greve dos caminhoneiros. Argumentou que o problema é não ter recursos para manutenção e combustível de tratores, máquinas, veículos no transporte, na saúde, na educação. "Isso nos deixa bastante preocupados, e, por isso, nós, como prefeitura, estamos apoiando essa paralisação."
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