Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 24 de maio de 2018.
Dia Nacional do Café.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 25/05/2018. Alterada em 24/05 às 20h01min

A força dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros provoca falta de alimentos, com desabastecimento

Greve dos caminhoneiros provoca falta de alimentos, com desabastecimento


MARCELO CAMARGO/ABR/JC
A greve dos caminhoneiros atingiu em cheio todo o País, com impacto direto nos postos de combustível, supermercados, Correios e transporte público. Já provoca falta de alimentos, com desabastecimento. As rodovias bloqueadas também prejudicam o funcionamento dos aeroportos, fábricas de veículos, transporte de soja, entre outras atividades. Para o deputado federal gaúcho Heitor Schuch (PSB), o que o Brasil está assistindo "é a consequência de um governo frágil, com falta de pulso, que não consegue entender a situação dos brasileiros", criticou.
Despesas aumentam
Segundo o parlamentar, "os balanços estão cada vez mais fechando em vermelho. O prefeito não aumenta as despesas, mas as despesas aumentam". Ele afirma que, se precisa levar um doente, tem que abastecer o carro; o prefeito tem que levar a "patrola" para chegar na estrada, depende do diesel. "O prefeito não põe preço no diesel, assim como o agricultor." Ele reclama que, "desde 2015, tem chamado atenção, da tribuna da Câmara, que o preço do diesel precisa de um tratamento diferenciado". Schuch acentua que "o diesel é o oxigênio da economia brasileira. É o transporte coletivo, transporte de animais, transporte de alimentos, transporte das questões da agricultura, é o maquinário todo que se move a óleo diesel".
Freio no Proálcool foi erro
Na opinião do parlamentar, "o grande erro que nós cometemos no Brasil foi dar um freio no Proálcool, na questão do álcool, que poderia ser a alternativa e que nós poderíamos ter avançado muito em tecnologia", argumentou. "O que se percebe agora", assinala Heitor Schuch, "são os caminhoneiros na estrada, os agricultores se somando a eles, sendo solidários, porque são tão vítimas como os caminhoneiros, com uma diferença, estamos no inverno, no período de entressafra". O deputado chama atenção que, "daqui a três meses, quando nós teremos que fazer uma nova safra, o agricultor não vai conseguir fazê-la com o diesel aumentando de preço toda a semana, essa conta não fecha". Na opinião de Schuch, "é ainda pior para o produtor de leite, de arroz, de trigo, que ainda sofre muito com as importações de produtos do Mercosul".
Não foi por falta de alerta
Para Heitor Schuch, "não foi por falta de alerta, foi por falta de política do governo. E baixar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) em alguns centavos não vai mudar nada. Nem vai chegar lá na bomba, vai se perder no caminho".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia