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Notícia da edição impressa de 01/06/2018. Alterada em 02/06 às 16h21min

Assédio nos aplicativos de mobilidade

Players de aplicativo afirmam estar trabalhando para coibir o assédio

Players de aplicativo afirmam estar trabalhando para coibir o assédio


MAURO PIMENTEL/AFP/JC
"Nunca fiz isso antes, mas queria dizer que você é muito bonita." Geralmente, começam assim os diálogos que alguns motoristas de aplicativos tentam travar com passageiras. Daí, seguem-se outras investidas, como perguntar onde a pessoa mora e comemorar o fato de ela não ter carro, "para, assim, ter outras chances de te levar". Em um caso recente, um motorista da Uber deixou a cliente na empresa onde ela trabalha e, alguns minutos depois, ligou para o local, descobriu o seu ramal e conseguiu falar com ela, que, assustada, relatou o acontecimento para a empresa.
"Nunca fiz isso antes, mas queria dizer que você é muito bonita." Geralmente, começam assim os diálogos que alguns motoristas de aplicativos tentam travar com passageiras. Daí, seguem-se outras investidas, como perguntar onde a pessoa mora e comemorar o fato de ela não ter carro, "para, assim, ter outras chances de te levar". Em um caso recente, um motorista da Uber deixou a cliente na empresa onde ela trabalha e, alguns minutos depois, ligou para o local, descobriu o seu ramal e conseguiu falar com ela, que, assustada, relatou o acontecimento para a empresa.
Os players de aplicativo tentam coibir o assédio. "Nenhuma viagem na Uber é anônima, e este tipo de comportamento leva ao desligamento da plataforma. Não toleramos qualquer tipo de assédio ou violência. Em qualquer dessas hipóteses, é importante que a vítima reporte o acontecimento para as autoridades policiais", afirma a Uber em nota. Os assédios contra mulheres nos sistemas de transporte também acontecem em ônibus, trens e lotações. No caso de táxis ou apps, o agravante é que, como elas estão sozinhas no carro, se sentem ainda mais vulneráveis. Sensação como essa vivenciou nesta semana uma usuária do app da 99, que relatou o problema e recebeu uma rápida resolução. "Lamentamos profundamente o ocorrido e nos solidarizamos com a passageira. Suspendemos o condutor", relata a 99. A empresa afirma que tem uma equipe de segurança com mais de 30 pessoas trabalhando 24 horas por dia, sete dias por semana, dedicada, exclusivamente, à proteção dos usuários.
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