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Porto Alegre, terça-feira, 24 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Notícia da edição impressa de 25/04/2018. Alterada em 24/04 às 20h13min

Polícia Federal apreende cerca de R$ 200 mil do presidente do PP

Para procuradoria, senador tentou mudar teor de depoimento que o incriminaria

Para procuradoria, senador tentou mudar teor de depoimento que o incriminaria


MOREIRA MARIZ/AGÊNCIA SENADO/JC
A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 200 mil na residência do presidente nacional do Partido Progressista (PP), o senador piauiense Ciro Nogueira.
A informação sobre a apreensão de valores foi confirmada pelo advogado do senador, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Nogueira teve o gabinete no Senado Federal e a residência em Teresina alvos de busca e apreensão da PF nesta terça-feira.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) suspeita que o senador e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), o Dudu da Fonte, tentaram comprar o silêncio de um ex-assessor que tem colaborado com as investigações da Lava Jato que miram a suposta participação dos dois em uma organização criminosa. O deputado também foi alvo de busca.
De acordo com Kakay, o fato de a PF ter encontrado valores na residência do senador é "facilmente justificada, pois o senador tem em seu IR (Imposto de Renda) valores em moeda regularmente declarados". "Ademais, dentro dos cofres localizados na residência, cujas senhas foram voluntariamente fornecidas pelo casal, também tinham pertences e valores particulares de sua esposa, que é deputada federal", disse Kakay, que avisou que irá solicitar a devolução dos valores.
Segundo a PGR, a tentativa de obstrução da investigação inclui o pagamento de despesas pessoais, ameaças e até proposta para a mudança do teor de depoimento que incriminaria os alvos da operação de hoje. O objetivo das medidas cautelares, cumpridas na manhã de ontem, diz o Ministério Público Federal (MPF), é reunir mais provas de que houve atuação para compra de silêncio.
Além das buscas, a PF cumpriu um mandado de prisão contra o ex-deputado Márcio Junqueira (Pros-RR), que seria ligado ao senador. Além dos gabinetes ocupados pelos parlamentares no Congresso Nacional e dos respectivos apartamentos funcionais, em Brasília, foram realizadas buscas em endereços residenciais na capital federal, em Teresina, Recife e Boa Vista.
A operação de ontem tem relação com um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro passado, no âmbito da Lava Jato, para apurar repasses a políticos do Partido Progressista.

PP gaúcho repudia 'desgaste da imagem' da sigla

Integrantes do PP no Rio Grande do Sul manifestaram-se publicamente para comentar a ação da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete e em residências do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e do deputado pernambucano Eduardo da Fonte.
Embora sem citar o nome dos parlamentares, o presidente do PP no Rio Grande do Sul, Celso Bernardi, emitiu nota em que repudiou "aos que pelo seus atos ou por omissão causam desgaste à imagem do partido e criam constrangimentos aos que fazem a boa política dentro da sigla".
O vereador de Porto Alegre Ricardo Gomes, que preside a corrente interna Progressistas pela Liberdade, de viés liberal, também divulgou um texto em que pede "a mudança imediata na liderança nacional do partido, com o pronto afastamento de todo e qualquer réu acusado de corrupção das instâncias partidárias".
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