Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 04 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 04/04/2018. Alterada em 04/04 às 13h31min

Multidão ocupa o Parcão pela prisão de Lula e condenação de presos em segunda instância

Para organizadores, protesto reuniu cerca de 50 mil pessoas

Para organizadores, protesto reuniu cerca de 50 mil pessoas


MARIANA CARLESSO/JC
Luis Filipe Gunther
Aos brados de "Lula ladrão", a coordenadora do Movimento Brasil Livre (MBL) Paula Cassol abriu os discursos à beira da avenida Goethe, na noite desta terça-feira (3), em um protesto pela prisão do ex-presidente e pela manutenção da prisão após condenação em segunda instância. O ato em Porto Alegre, convocado pelo MBL e pelo Vem Pra Rua, teria reunido 50 mil pessoas, de acordo com os organizadores.
O que motivou esta nova manifestação no Parcão, de acordo com Paula, foi o adiantamento do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF-4). “Não tem porque ter revisão, ele foi condenado pela justiça de forma legítima, assim como qualquer outro preso”, afirmou Paula.
Questionada sobre a possibilidade do habeas corpus de Lula ser concedido em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, a líder regional do MBL disse que “vamos continuar lutando contra a corrupção e contra a destruição do nosso poder judiciário”. Ao final do protesto, aos gritos de 'queima, queima', os manifestantes explodiram fogos de artifícios em 11 manequins colocados na passarela que cruza a avenida, que representavam os ministros do STF.  
{'nm_midia_inter_thumb1':'http://midias.jornaldocomercio.com.br/_midias/jpg/2018/04/03/206x137/1_7725aa3d_110c_4476_b3a4_496e736c8d39-1778865.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5ac412cd8a812', 'cd_midia':1778865, 'ds_midia_link': 'http://midias.jornaldocomercio.com.br/_midias/jpg/2018/04/03/7725aa3d_110c_4476_b3a4_496e736c8d39-1778865.jpg', 'ds_midia': 'Manequins representando os 11 ministros do STF foram incendiados ao final do protesto', 'ds_midia_credi': 'Luis Filipe Gunther/Especial/JC', 'ds_midia_titlo': 'Manequins representando os 11 ministros do STF foram incendiados ao final do protesto', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '600', 'align': 'Left'}

Manequins, representando ministros do STF, tinham fogos de artifício. Foto: Luis Filipe Gunther/Especial/JC

O protesto desta terça foi diferente dos demais convocados pelo MBL e Vem pra Rua, por este elemento de crítica o poder judiciário. Nos anteriores, os movimentos manifestavam apoio ao Ministério Público e aos juízes que atuam na Lava Jato.
Questionada sobre esta mudança no foco, Paula respondeu que “as revoltas são contra o partidarismo do STF, pois as posições políticas dos ministros estão afetando a credibilidade do nosso sistema jurídico”.
Talita Haubert, moradora de Canoas, também mostrou preocupação com o resultado da votação no STF. "Estou um pouco desesperançada, mas nós não podemos nos render a isto", disse a moradora.
> Confira imagens do ato no Parcão:
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia