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Porto Alegre, terça-feira, 03 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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PROTESTOS

02/04/2018 - 17h50min. Alterada em 02/04 às 18h37min

MBL e Vem Pra Rua farão manifestações no RS para pressionar STF pela prisão de Lula

Movimentos foram protagonistas em atos pelo impeachment e defendem a prisão do ex-presidente

Movimentos foram protagonistas em atos pelo impeachment e defendem a prisão do ex-presidente


CLAITON DORNELLES/JC
Paulo Egídio
“Ou você vai, ou ele volta”. Com essa provocação, o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua convocaram manifestações em todas as regiões do País para esta terça-feira (3), véspera do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do habeas corpus preventivo com o qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer evitar sua prisão após condenação em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá (SP).
A última lista de confirmações, divulgada pelo MBL prevê atos em 80 cidades brasileiras. No Rio Grande do Sul, haverá protestos em Porto Alegre, Pelotas, Novo Hamburgo, São Lourenço, Passo Fundo e Santa Maria. Já o Vem pra Rua confirma a realização de 101 atos, incluindo as cidades gaúchas de Gramado, Lajeado e São Vicente do Sul. Na Capital, a mobilização será no Parque Moinhos de Vento (Parcão), tradicional ponto de manifestações antipetistas. Previsto para começar às 18h na Avenida Goethe, o ato bloqueará a via entre as ruas 24 de Outubro e Mostardeiro, no sentido Sul-Norte.
A coordenadora do MBL no Rio Grande do Sul, Paula Cassol Lima, diz que os protestos são para que o STF “não transforme o País em uma anarquia”. “Muitos outros habeas (corpus) estavam no Supremo e o do ex-presidente Lula furou a fila”, reclama.
Segundo ela, o protesto defenderá a manutenção do mecanismo que autoriza prisão após condenação em segunda instância. “Esse precedente deve ser aplicado para o Lula e para outros presos da Lava-Jato”, diz Paula. Para a líder do MBL, se o STF conceder o habeas corpus ao ex-presidente, gerará uma insegurança jurídica no País.

Ex-líder do Vem Pra Rua licencia protesto, mas garante isenção

Como previsto na nova Lei Antivandalismo de Porto Alegre, o protesto desta terça-feira foi licenciado pela prefeitura, através do Escritório de Eventos. O procedimento guarda uma curiosidade: o atual diretor do órgão, Antonio Gornatti, já coordenou o Vem Pra Rua no Estado. No entanto, segundo ele, não houve qualquer facilidade para a liberação do protesto. “Para os amigos, fico ainda mais exigente”, garantiu o diretor, afirmando que sua ligação atual com o movimento “é apenas ideológica”.
Gornatti diz que sequer tem poder de decisão sobre a realização de manifestações. Segundo ele, o Escritório de Eventos apenas encaminha a documentação dos proponentes e a avaliação fica sob responsabilidade da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam).
“Já trabalhamos em manifestações do PT e do MST, como no julgamento do Lula, e eles não sentiram nenhum problema ideológico. Pelo contrário, temos até uma carta de agradecimento do presidente do PT de Porto Alegre em relação ao protesto do dia 13 de janeiro”, relata Gornati, em referência à data em que o partido de Lula realizou um Dia Nacional de Mobilização contra a prisão do ex-presidente.
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Comentários
M Santos 03/04/2018 01h32min
Ué! Onde estavam vocês quando choveu ovo na cabeça do Lula aqui no Sul? No outro lado da rua, só prá não dar canja pro Bolsonaro, né? Então, não façam manifestações aí no RS, tem que convocar é prá frente do STF, onde a turma do Bolsonaro certamente estará.