Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 12 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Relações internacionais

Alterada em 12/04 às 20h57min

Opaq confirma resultados do Reino Unido sobre gás usado em ataque químico

Agência Brasil
A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), anunciou esta quinta-feira (12) os resultados da sua investigação sobre o suposto ataque químico ocorrido em 4 de março contra um ex-agente de inteligência da Rússia e a filha dele na cidade britânica de Salisbury, no Reino Unido.Um agente da polícia britânica, que socorreu os dois, também foi contaminado.
 
Segundo a entidade, o tipo de produto usado no ataque foi um gás neurotóxico chamado novichok, como já havia sido informado no mês passado pelo governo britânico. A informação é da ONU News.
A Opaq informou que, a pedido do Reino Unido, o relatório final vai ser partilhado com todos os Estados-membros da Convenção sobre Armas Químicas. Um resumo do caso também será divulgado ao público.
Organização autônoma com sede em Haia, nos Países Baixos, a Opaq informou que "trabalha de forma independente, não esteve envolvida na investigação das autoridades britânicas" e que "nenhum Estado-membro esteve envolvido no trabalho técnico realizado".
O Conselho de Segurança da ONU já debateu o ataque no Reino Unido duas vezes. No primeiro encontro, logo após o ataque, o Reino Unido disse que novichok é um "gás neurotóxico de classe militar desenvolvido pela Rússia" e afirmou ser "altamente provável" aquele país tenha sido "o responsável por este ato imprudente."
O embaixador russo, Vassily Nebenzia, exigiu provas e afirmou que a Rússia não tem nada a ver com o ataque. Segundo ele, "nenhuma investigação científica com o título novichok foi conduzida" em território russo.
No último encontro sobre o tema, em 5 de abril, foi apresentada uma carta da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, onde ela afirma que o ataque em Salisbury era uma ação "consistente com um padrão bem estabelecido de agressão do Estado russo."
Nebenzia respondeu dizendo que a acusação é "uma campanha coordenada, e muito bem preparada, para desacreditar e deslegitimar a Rússia."
O vice-porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haq, disse em março que António Guterres "está muito preocupado" com alegações de uso do gás neurotóxico, pois acredita que "o seu uso  como arma, sob qualquer circunstância, é inaceitável e o seu uso por um Estado constitui uma séria violação da lei internacional."
No seguimento do caso, vários países decidiram expulsar diplomatas russos dos seus países, incluindo os Estados Unidos.
Segundo notícias recentes, Yulia Skripal, a filha do ex-agente, já recebeu alta, mas o pai continua internado.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia