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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Notícia da edição impressa de 13/04/2018. Alterada em 12/04 às 19h19min

Forças de Assad controlam último reduto rebelde

Insurgentes começaram a deixar a cidade na periferia de Damasco

Insurgentes começaram a deixar a cidade na periferia de Damasco


/YOUSSEF KARWASHAN/AFP/JC
Os militares russos anunciaram nesta quinta-feira que as forças sírias agora controlam Duma, último bastião dos rebeldes na região de Ghouta Oriental, na periferia de Damasco, onde teria acontecido um atentado químico no sábado passado, em que ao menos 43 pessoas morreram. A conquista de Duma é uma importante vitória militar para o presidente sírio Bashar al-Assad, enquanto Estados Unidos e países aliados estudam ataques à Síria em retaliação contra o suposto ataque com gás tóxico.
Na quarta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no Twitter que "mísseis iriam chegar à Síria". Nesta quinta-feira, porém, o republicano voltou atrás, dizendo que a intervenção militar pode demorar. "Nunca disse quando aconteceria um ataque na Síria. Pode acontecer muito em breve ou não tão cedo", afirmou.
Em resposta às ameaças dos EUA, Assad ressaltou que uma potencial retaliação pelo suposto ataque químico seria baseada em "mentiras" e que atrapalharia o progresso de suas forças perto de Damasco. O líder sírio disse ainda que os países ocidentais estavam vociferando porque perderam sua "aposta" nas forças de oposição em Ghouta Oriental, e que uma ação militar só serviria para desestabilizar a região. Ghouta foi o maior baluarte opositor próximo de Damasco, mas grupos insurgentes locais se renderam após uma série de ataques governamentais ferozes auxiliados pelos russos na esteira de um bombardeio maciço.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, ainda há rebeldes em Duma. No entanto, os líderes do Jaish al-Islam, principal grupo insurgente da região, teriam deixado o local, assim como mais de 13,5 mil rebeldes e suas famílias. As Nações Unidas afirmaram que, com o fim dos embates em Ghouta Oriental, esperam conseguir entregar ajuda humanitária a 100 mil sírios que precisam dela.
 
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