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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Limpeza Urbana

11/04/2018 - 00h06min. Alterada em 11/04 às 00h30min

Suspeita de ameaça a garis retarda reativação total da coleta de lixo em Porto Alegre

Sacos de lixo orgânico completam 24 horas em calçada em bairro de Porto Alegre

Sacos de lixo orgânico completam 24 horas em calçada em bairro de Porto Alegre


PATRÍCIA COMUNELLO /ESPECIAL/JC
A retomada total da coleta domiciliar de lixo orgânico em Porto Alegre, na noite desta terça-feira, após quase 24 horas de paralisação dos trabalhadores da prestadora do serviço, acabou sendo interrompida por queixas de ameaças que uma equipe com veículos e garis teria sofrido no Centro Histórico. No começo da manhã desta quarta-feira (11), muitos locais podem ter lado a lado sacolas de lixo reciclável e o orgânico.
Pelo menos 15 caminhões haviam deixado a garagem da Belém Ambiental (BA) na zona Norte da Capital, após a Brigada Militar conseguir retirar um grupo que tentava impedir a saída, cumprindo ordem da Justiça do Trabalho.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, o episódio, que está sendo averiguado pela Guarda Municipal, acabou fazendo com que oito caminhões que faziam a coleta no Centro e bairros do entorno se dirigissem ao Largo Glênio Peres, retornando depois à garagem da empresa. A prestadora pretendia reavaliar o esquema de operação, junto com a Guarda Municipal para garantir segurança. A ameaça teria partido de homens em um carro e que estaria armados, segundo o relato dos garis. 
A coleta com outros caminhões da BA continua em bairros como zona sul, com apoio de 15 veículos do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). O uso da frota própria começou desde que estourou a paralisação, no fim da noite dessa segunda-feira (9). "A empresa estava montando novo plano ara saída dos caminhões, disse a assessoria.  
Sobre a normalização do serviço, a previsão era um dia desde que fosse garantida a operação com 81 caminhões, que circulam divididos em duas frotas, de 12 horas cada.
A prefeitura voltou a esclarecer que a paralisação não ocorreu por atraso em repasses dos valores para a empresa. O valor de fevereiro, que deve ser pago até 30 dias após a emissão da nota pela prestadora, foi depositado em fim de março. Mas a empresa não chegou a quitar os salários dos 500 funcionários até o quinto dia útil. Somente nesta terça, após o protesto, é que houve a quitação. A BA alega que tem dificuldade de capital de giro e ainda que o retorno do pagamento uma vez ao mês pela prefeitura gerou mais problemas de dinheiro. Para pagar os vencimentos, a empresa teria buscado empréstimos em bancos. 
A secretaria informou que, no quadro atual e ainda para contrapor quem culpou o município pelo problema, já foi paga a fatura de março, que foi entregue no dia 4 e teria prazo até o fim do mês para ser quitada. O valor mensal é de R$ 3,5 milhões. Além disso, a prefeitura só espera a normalização da coleta para tomar medidas, como a notificação da empresa. "Vai ter sanção, que pode chegar a R$ 900 mil", informa a assessoria de imprensa.
Outra medida em andamento é a abertura de procedimentos na central de licitações para lançar nova concorrência para fazer a coleta. A intenção é publicar e fazer a seleção ainda no primeiro semestre. Então sendo feitos estudos sobre o modelo e condições da licitação do lixo. Paralisação da coleta, como a que ocorreu nas últimas 24 horas e outros problemas, como GPS dos caminhões sem funcionar e que gerou multa em janeiro, podem estar entre as razões para abrir o novo procedimento. A BA está desde 2015 com o serviço, mas a revisão contratual pode ser feita anualmente, explicou a assessoria.
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