Porto Alegre, domingo, 15 de março de 2020.
Dia Mundial do Consumidor. Dia da Escola.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Mercado Financeiro

30/04/2018 - 18h23min. Alterada em 30/04 às 18h23min

Em Nova Iorque, índices fecham em baixa, monitorando Fed e risco geopolítico

Os mercados acionários americanos deram adeus ao movimento de alta visto no início do pregão e fecharam em baixa nesta segunda-feira (30) à medida que investidores aguardam a reunião de política monetária desta semana do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e monitoram indicadores da atividade econômica nos Estados Unidos e um possível ressurgimento de tensões geopolíticas envolvendo o Irã.
Os mercados acionários americanos deram adeus ao movimento de alta visto no início do pregão e fecharam em baixa nesta segunda-feira (30) à medida que investidores aguardam a reunião de política monetária desta semana do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e monitoram indicadores da atividade econômica nos Estados Unidos e um possível ressurgimento de tensões geopolíticas envolvendo o Irã.
Nesse cenário, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,61%, aos 24.163,15 pontos; o S&P 500 recuou 0,82%, aos 2.648,05 pontos; e o Nasdaq cedeu 0,75%, aos 7.066,27 pontos.
A temporada de divulgação de resultados corporativos do primeiro trimestre já passou da metade em solo americano e os lucros das empresas do S&P 500 estão a caminho de crescer em um ritmo mais rápido em sete anos e meio. Das 505 empresas que compõem o índice, 54,7% já divulgaram seus balanços até a manhã desta segunda-feira, de acordo com a FactSet. O lucro por ação combinado, que inclui os resultados já divulgados e as estimativas atuais de lucro por ação de analistas consultados pela FactSet, deve aumentar 23,4% em relação ao ano anterior, o que seria o crescimento mais rápido desde o terceiro trimestre de 2010, um ano após o fim da Grande Recessão, quando o lucro por ação saltou 36,5%.
Os resultados corporativos vêm impedindo uma forte queda dos mercados acionários nos EUA. No entanto, nesta segunda-feira, as bolsas sofreram pressão do noticiário geopolítico e econômico. Na semana em que o Fed anuncia sua decisão de política monetária, a inflação medida pelos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) apresentou avanço de 2% na comparação anual de março, voltando a atingir a meta estipulada pelo banco central.
Na avaliação do presidente e diretor-financeiro do Goldman Sachs, David Solomon, os investidores se acostumaram a ver o mercado em alta, mas isso pode ter um fim. "Em um ambiente onde o dinheiro tem sido tão barato por um tempo tão longo, não há dúvida de que as pessoas estão buscando rendimento", disse. No entanto, para ele, "quando o mercado girar, ele fará isso tão rápido, que poucos conseguirão sair".
No campo geopolítico, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Irã de mentir em relação às suas reais intenções a respeito do programa nuclear, afirmando que o país persa tem um "projeto secreto de bomba nuclear" conhecido como Amad. Apesar de ter elevado os preços do petróleo, a possibilidade de retorno das tensões geopolíticas acabou pesando e fortaleceu a venda de ações nos EUA.
Entre as notícias corporativas, destaque para a Walt Disney, que subiu 1,1%, após "Vingadores: Guerra Infinita" quebrar o recorde de bilheteria de fim de semana de abertura por uma margem ainda maior que o estimado. O filme arrecadou US$ 258,2 milhões nos EUA e no Canadá até o domingo, acima das projeções de US$ 250 milhões. No exterior, arrecadou US$ 382,7 milhões, acima da estimativa de US$ 380 milhões.
Já o McDonald's viu suas ações saltarem 5,77%, a US$ 167,44, após ter divulgado lucro e receita melhores que o esperado no primeiro trimestre do ano. "Os ganhos foram impressionantes em alguns casos, mas o mercado realmente não reagiu a essas fortes surpresas nos lucros", disse o executivo-chefe da F.L. Putnam Investment Management, Tom Manning.