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Porto Alegre, domingo, 29 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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energia

Alterada em 29/04 às 17h20min

Ministério Público questiona RGE sobre aumento de 19% nas tarifas de energia

Conselho de Consumidores estima impacto de R$ 800 milhões na economia de 255 municípios

Conselho de Consumidores estima impacto de R$ 800 milhões na economia de 255 municípios


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O Ministério Público do Rio Grande do Sul instaurou procedimento para apurar a proposta de aumento de mais de 19% na conta de luz de clientes da RGE no Estado. A concessionária atende a 1,4 milhão de consumidores de 255 municípios gaúchos. O procedimento foi comunicado pela promotora Janaína de Carli dos Santos durante Audiência Pública que discute o atual processo de Revisão Tarifária, em Caxias do Sul.
A definição em torno do aumento sairá em 12 de junho e o novo tarifário passará a vigorar no dia 19 de junho. Se aprovados, os índices sugeridos pela Aneel resultarão em aumento de 19,73% para os clientes residenciais; 19,05% para as indústrias e, no caso mais severo, 19,77% para os usuários da baixa tensão, onde se inclui boa parte do comércio. O aumento médio de 19,5% representaria um impacto de cerca de R$ 800 milhões, apenas entre junho de 2018 e maio de 2019, estima o Conselho de Consumidores da RGE.
"Oficiamos a RGE para apresentar suas planilhas e a Aneel a se manifestar sobre a análise que levou a esta proposta. Quando estas informações chegarem, vamos submetê-las à avaliação da assessoria econômica do MP”, afirmou Janaína, em nota. No momento, corre prazo para que distribuidora e agência reguladora apresentem suas respostas.
Até o dia 12 de maio, ainda é possível se manifestar a respeito do aumento. Entidades representativas e consumidores individuais devem enviar suas contribuições diretamente à Aneel. Os interessados devem enviar e-mails para os endereços: ap016_2018rv@aneel.gov.br, ap016_2018et@aneel.gov.br, ap016_2018pt@aneel.gov.br, ap016_2018ic@aneel.gov.br.
Um dos principais questionamentos por parte do Conselho de Consumidores envolve a taxa de juros que remunera os investimentos realizados pela distribuidora nos últimos cinco anos. A Aneel alterou as regras de cálculo anteriormente previstas e manteve o índice em 8,09%. A expectativa da entidade que representa os contribuintes, diante das sucessivas quedas na taxa Selic e da tentativa de recuperação econômica do país, era que o valor fosse reduzido para a faixa de 7,5%. Como atenuante, a rediscussão da fórmula foi antecipada para 2019.
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