Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 26 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

conjuntura

Notícia da edição impressa de 27/04/2018. Alterada em 26/04 às 20h51min

Atividade no Sul cresceu 0,5% até fevereiro, diz BC

Desempenhos positivos ocorreram no comércio, indústria e serviços

Desempenhos positivos ocorreram no comércio, indústria e serviços


/CLAITON DORNELLES /JC
A atividade econômica da Região Sul cresceu 0,5% no trimestre encerrado em fevereiro na comparação com os três meses concluídos em novembro, informou nesta quinta-feira a publicação Boletim Regional do Banco Central (BC), que considera os dados dessazonalizados. Nos três meses terminados em novembro, a expansão havia sido mais modesta, de 0,2%.
"Após dois trimestres com acentuada oscilação dos indicadores econômicos setoriais, a Região Sul registrou, no trimestre encerrado em fevereiro, quadro de recuperação consistente da atividade", ressalta o relatório do BC.
O documento destaca que houve desempenhos positivos do comércio, da indústria e do setor de serviços na região. Já a agricultura teve desempenho mais modesto em meio ao início do período de colheita das safras de verão.
Com a melhora da atividade no Sul, o mercado de trabalho formal criou 11,8 mil postos de trabalho, de acordo com o Boletim Regional, ante extinção de 25,7 mil no mesmo período de 2017.
"A recuperação do mercado de trabalho, aliada à manutenção da inflação baixa e aos efeitos defasados do atual ciclo de política monetária, deverão seguir repercutindo positivamente sobre a atividade econômica na região", conclui o documento. Para o Banco Central, as cinco regiões do Brasil estão mostrando retomada da atividade econômica desde 2017, mas em ritmo diferente, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. A Região Nordeste cresceu 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro, enquanto o Centro-Oeste avançou 2,1% e o Sul cresceu 0,5%. Já o Sudeste mostrou estabilidade na comparação com o trimestre anterior encerrado em novembro de 2017.
Maciel ressaltou que a retomada da atividade é ajudada pela recuperação do crédito, especialmente para a pessoa física. Em todas as regiões, disse ele, há um declínio dos empréstimos para empresas, enquanto as operações para as famílias aumentaram. Muitas empresas, destacou, estão trocando o crédito bancário por operações de captação no mercado de capitais.
"A tendência mais recente é que todas as regiões mostram retomada, mas cada uma com um ritmo e peculiaridade diferente", disse ele. Maciel destacou que a safra agrícola este ano será menor que a de 2017, mas mesmo assim vai contribuir para a retomada e será a segunda melhor safra de grãos da história. O Nordeste é a única região que manterá crescimento em relação ao ano passado, disse ele.
 

Calote de Venezuela e Moçambique preocupa governo

Após Venezuela e Moçambique deixarem de pagar R$ 1,5 bilhão por obras e serviços, o governo brasileiro tenta mobilizar sua base aliada no Legislativo para que o Congresso aprove a inclusão no Orçamento de cerca de
R$ 1,3 bilhão necessário ao fundo garantidor de exportações para pagar financiamentos do Bndes e do Credit Suisse.
"No momento da exportação, existe o fundo garantidor que garante que os bancos podem operar essas exportações e, em caso de não pagamento, o fundo garantidor paga. O não pagamento teria consequências completamente indesejadas. O Brasil se tornaria inadimplente. Temos necessidade de fazer este pagamento para que continuemos gozando da real condição de bons pagadores", disse nesta quinta-feira o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo. O presidente Michel Temer reuniu líderes de parte de sua base aliada para pedir que eles mobilizem suas bancadas para que apareçam em Brasília na próxima quarta-feira, quando está marcada sessão do Congresso para votar o projeto que, se aprovado, garantirá os recursos para evitar que o Brasil se torne devedor.
"Quero aproveitar essa oportunidade para solicitar mais uma vez o apoio do Congresso Nacional para que no dia 2, que é uma quarta-feira, possamos ter presença para votar um projeto de lei que trata de recursos financeiros para a União a fim da União cumprir compromissos financeiros que são indispensáveis que sejam cumpridos nesse período. São compromissos assumidos no passado, portanto não no nosso governo. Mas que esse governo tem que cumprir", disse Temer a jornalistas, após cerimônia no Palácio do Planalto. Com o feriado do Dia do Trabalhador na terça-feira, dia 1, no entanto, havia a expectativa de que Câmara e Senado ficassem esvaziados durante toda a semana, já que não é comum haver atividades nas quintas e sextas-feiras.
Após a reunião, Marun convocou a imprensa para explicar a situação do governo, que tem que efetuar o pagamento de ao menos R$ 1 bilhão até o dia 8 de maio. "Há recursos, mas não previsão orçamentária", disse Marun, sem detalhar de onde virá o dinheiro para pagar o calote nem quais foram as obras e serviços. O projeto que será encaminhado ao Congresso deve ser apresentado até esta sexta-feira. Segundo Marun, a maior parte da dívida é da Venezuela, US$ 270 milhões.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia