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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Alterada em 18/04 às 11h56min

Ministério derruba autoembargo à BRF antes de decisão da UE

Entre as unidades liberadas, estão a de Chapecó (foto) e de Marau, no Rio Grande do Sul

Entre as unidades liberadas, estão a de Chapecó (foto) e de Marau, no Rio Grande do Sul


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Antes que a União Europeia (UE) anuncie sua decisão sobre a importação de carne de aves do Brasil, principalmente em relação à produção da BRF, o Ministério da Agricultura derrubou, na noite dessa terça-feira (17), o autoembargo que havia imposto a unidades produtoras desde a Operação Trapaça, deflagrada em março passado. Uma das unidades fica em Marau, no Rio Grande do Sul.
Um despacho da pasta atesta o retorno da produção e certificação sanitária das fábricas de Concórdia (SC), Dourados (MS), Serafina Corrêa (RS), Chapecó (SC), Várzea Grande, Ponta Grossa, Rio Verde (GO) e da SHB Comércio e Indústria de Alimentos, em Francisco Beltrão (PR). Segundo uma fonte, mesmo que a UE anuncie sanções entre esta quarta-feira (18) e a quinta-feira (19), o fim do bloqueio do governo brasileiro pode ter efeitos práticos para a empresa, já que a indústria poderá realizar embarques nesses dias.
Nessa terça, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que o Brasil vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a decisão da União Europeia de suspender a compra de carne de frango de frigoríficos brasileiros. Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o bloco não acatou os apelos do governo na semana passada e anunciará, entre esta quarta e a quinta-feira, o descredenciamento de nove unidades da BRF da lista de exportadores. Maior processadora de alimentos do País, a empresa é também a maior exportadora de carne de frango do mercado brasileiro.
Os europeus alegam preocupações sanitárias com base nas investigações da Operação Trapaça, deflagrada em março pela Polícia Federal, e que tinha como alvo a empresa brasileira, dona das marcas Sadia e Perdigão. Ela é acusada de fraudar laudos de controle de salmonela.
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