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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 17/04/2018. Alterada em 16/04 às 20h40min

IBC-Br indica a retomada do crescimento econômico

Resultado da produção industrial ficou abaixo do esperado

Resultado da produção industrial ficou abaixo do esperado


/CESAR MANSO/AFP/JC
Depois de começar o ano no vermelho, a economia brasileira voltou a crescer em fevereiro, mas o ritmo ainda é lento. O índice do Banco Central (BC) que mede a atividade do País (IBC-Br) teve uma leve alta de 0,09% no mês. O dado até veio melhor do que o esperado por analistas, que previam avanço de apenas 0,03%. No entanto, confirmou a análise de que a retomada da recessão neste ano será menos vigorosa do que se chegou a prever. Nos últimos 12 meses, o País mostra crescimento de 1,32%.
"O IBC-Br é o 'grand finale' da sequência ruim que a gente teve dos últimos números. Tivemos resultados piores que o esperado na produção industrial, na PMC (pesquisa mensal de comércio) e na PMS (pesquisa mensal de serviços). O IBC-Br é até um pouco melhor que o que o mercado esperava, mas é um número ruim", resume Luis Otávio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil.
Para ele, tudo indica que a economia crescerá 0,3% no primeiro trimestre. Se isso confirmar, teríamos que ver altas de 1,5% por trimestre para garantir um crescimento de 3% no fim do ano. Ele prevê alta de 2,8%, com viés de baixa - ou seja, pode revisar para baixo.
"A gente foi traído pela estatística. Como teve uma aceleração no fim do ano, parecia que a gente estava crescendo muito forte", afirma o economista.
A leitura é semelhante a do Bradesco, que classifica, em nota, a recuperação como lenta e gradual. "Esse resultado, somado a outros indicadores de atividade divulgados anteriormente, indicam uma retomada mais lenta e gradual da atividade econômica, em linha com nossa projeção de crescimento de 0,3% do PIB no primeiro trimestre deste ano."
A revisão de expectativas já aparece no boletim Focus, compilado de projeções divulgado semanalmente pelo Banco Central. Em fevereiro, a previsão para a alta do PIB neste ano chegava a 2,92% em fevereiro. Vem caindo desde então. A leitura mais recente, divulgada nesta segunda-feira, é de alta de 2,76%. Para a inflação, a estimativa caiu pela 11ª semana seguida: agora, a aposta é de que o IPCA, índice oficial, feche o ano em 3,48%, ante 3,63% há quatro semanas.
Thais Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados, confirma a projeção de outras consultorias de que a economia deve crescer 0,3% no primeiro trimestre. Mas destaca a expectativa de que, no segundo semestre, o PIB sinta mais fortemente o efeito da queda da taxa de juros, que está na mínima histórica, em 6,5% ao ano.
"A gente continua com expectativa de 2,8%, mas já sinalizando que o primeiro trimestre vai ser mais moderado. Deve haver aceleração mais para meados do ano, quando vamos ter os efeitos da (queda de) juros e inflação", diz.
 

Boletim Focus reduz estimativa do PIB para 2,76% neste ano

O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano pela terceira semana consecutiva, passando de 2,80% para 2,76%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,83%. Para 2019, a expectativa permanece em 3% há 11 semanas seguidas.
Os dados divulgados ontem constam do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) às segundas-feiras.
O mercado financeiro também tem alterado a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 3,53% para 3,48% na décima primeira redução consecutiva.
A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4,09% para 4,07%, abaixo do centro da meta (4,25%).
Focus
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