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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 11/04 às 16h59min

Petróleo fecha no maior nível desde dezembro de 2014 com tensão no Oriente Médio

O petróleo encerrou o pregão desta quarta-feira (11) no maior valor em mais de três anos, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio. O salto só não foi maior por causa dos números de estoque e produção nos Estados Unidos, que vieram acima do projetado pelo mercado.
Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo Brent para junho fechou em alta de US$ 1,02 (+1,44%), a US$ 72,06. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para maio subiu US$ 1,31 (+2,00%), para US$ 66,82. As cotações são as mais altas desde dezembro de 2014.
Desde o início da semana, os investidores de petróleo têm ponderado os conflitos no Oriente Médio. E as reações dos operadores têm sido típicas de dias tensos, com até mesmo notícias não confirmadas alterando a dinâmica dos preços.
Nesta quarta-feira, por exemplo, a informação da rede de notícia estatal da Arábia Saudita Al Arabiya de que as forças de defesa do país interceptaram um míssil sobre a capital do país, Riad, causou apreensão sobre a retomada de protagonismo de um novo ator - o reino saudita - nos conflitos na região.
Ainda que a origem do suposto míssil não tenha sido confirmada, a cotação do petróleo disparou com esta notícia.
Além disso, os operadores citaram ainda as crescentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Síria, após um ataque químico contra rebeldes. "Fique preparada Rússia, pois haverá mísseis sobre a Síria", ameaçou o republicano, em menção ao Kremlin, apoiador do regime de Assad. Moscou respondeu e disse que não faz diplomacia via Twitter.
A Síria reagiu a ameaças de Trump e disse que um eventual ataque dos EUA seria imprudente e irracional.
"Parece que, embora novos ataques dos EUA sejam contraproducentes, há um sentimento por parte de Washington de que algo precisa ser feito, por isso esperamos represálias militares em breve", escreveu, em nota, o analista independente de petróleo Malcolm Graham-Wood.
O salto da cotação só não foi maior por causa dos dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Segundo a autarquia americana, os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos subiram 3,306 milhões de barris na semana passada, contrariando a estimativa de queda de 500 mil barris, de acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires.
A produção diária de petróleo, por sua vez, passou de 10,460 milhões de barris na semana passada para 10,525 milhões de barris, um sinal de alerta para os produtores de fora dos Estados Unidos.
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