Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 11 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 11/04 às 15h11min

Bolsas da Europa fecham em baixa, após ameaça de Trump reduzir apetite por risco

Os mercados acionárias europeus fecharam em baixa nesta quarta-feira. Além de uma possível correção após a alta de terça-feira, 10, as bolsas foram penalizadas pelo menor apetite por risco, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar atacar com mísseis a Síria e criticar duramente a Rússia. Além disso, investidores monitoraram um discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e ainda aguardaram a publicação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Trump afirmou nesta manhã, em sua conta oficial no Twitter, que a Rússia pode "ficar preparada" para um aparente ataque com mísseis ao território sírio e criticou o apoio de Moscou ao regime de Bashar al-Assad. Disse ainda que a relação entre EUA e Rússia é a pior da história. A ameaça de atacar a Síria provocou piora nas bolsas europeias, que já tinham viés negativo.
Além disso, Draghi soou um pouco cauteloso sobre as ameaças de tarifas feitas nas últimas semanas por Washington e pela China. Draghi disse que isso pode pesar sobre a confiança dos investidores na zona do euro e alertou para o risco do efeito de eventuais retaliações.
Investidores ainda ajustaram posições nas últimas horas antes da divulgação da ata da reunião de política monetária de março do Fed nesta tarde.
Pela manhã, o Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) britânico divulgou que a produção industrial do Reino Unido teve alta de 0,1% em fevereiro ante janeiro, abaixo do avanço de 0,6% esperado por analistas consultados pelo Wall Street Journal. Já o déficit comercial de bens do Reino Unido caiu de 12,2 bilhões de libras em janeiro para 10,2 bilhões de libras em fevereiro.
Na bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou com baixa de 0,13%, para os 7.257,14 pontos. O destaque absoluto foi a varejista Tesco, cujas ações subiram 7,18% após a multinacional anunciar resultados financeiros surpreendentemente fortes para 2017 e o primeiro pagamento de dividendos em quatro anos. As ações da distribuidora de gás e energia Centrica, por outro lado, caíram 2,56%.
Em Frankfurt, o DAX 30 recuou 0,83%, para os 12.293,97 pontos. Por lá, as ações da Deutsche Telekom saltaram 2,18% em meio a relatos de que o diálogo sobre uma fusão entre a Sprint e a T-Mobile, esta última controlada pela tele alemã, pode ser retomado. Já os papéis do Commerzbank perderam 2,65%.
O CAC 40, da bolsa de Paris, caiu 0,56%, para os 5.277,94 pontos. As ações do Carrefour tiveram ligeiro ganho de 0,18%. Após o fechamento do pregão, o grupo varejista anunciou que suas vendas globais somaram 20,776 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2018, uma alta de 0,4% ante igual período de 2017, excluindo efeitos sazonais e de variações no preço da gasolina.
Na bolsa de Milão, o FTSE MIB teve baixa de 0,69%, para os 23.012,86 pontos. Nesta praça, o presidente da Exor, John Elkann, afirmou que a sua empresa, que controla a Fiat Chrysler, está "profundamente envolvida" na seleção interna de um sucessor do atual executivo-chefe da montadora, Sergio Marchionne. As ações da Fiat Chrysler perderam 0,94%.
Em Madri, o Ibex 35 fechou em queda de 0,28%, aos 9.735,80 pontos. Já o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, recuou 0,18%, para os 5.465,71 pontos. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia