Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 23 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

COMENTAR | CORRIGIR

Artes Cênicas

Notícia da edição impressa de 24/04/2018. Alterada em 23/04 às 17h13min

Trupe em festa: Cia. Rústica celebra 14 anos de atividades

Quatro espetáculos, um ensaio aberto e uma oficina estão na programação que comemora o aniversário

Quatro espetáculos, um ensaio aberto e uma oficina estão na programação que comemora o aniversário


CRISTIANO PRIM/DIVULGAÇÃO/JC
Cristiano Vieira
A partir desta terça-feira (24), uma maratona celebra os 14 anos da Cia. Rústica, um dos mais importantes grupos do teatro do Rio Grande do Sul. Quatro espetáculos, um ensaio aberto e uma oficina estão na programação.
Hoje, a partir das 22h, a montagem Cidade proibida será encenada ao ar livre, na Praça Júlio Mesquita, próximo da Usina do Gasômetro. “Tem um elenco enorme, com gente do circo, da dança, de várias áreas. De certo modo, Cidade proibida reflete essa história agregadora, de colaborações, da Rústica”, explica a diretora do grupo Patrícia Fagundes.
“Nós comemoramos a insistência na criação em artes cênicas. Do projeto Shakespeare até agora, colocamos no palco e na rua 12 espetáculos, além de cabarés, intervenções, oficinas, afetos e ideias”, avisa Patrícia, que também é professora do Departamento de Arte Dramática (DAD) da Ufrgs.
A mostra, chamada Cia. Rústica em Movimento, também irá ocupar o complexo cultural Multipalco Theatro São Pedro durante quatro dias com a oficina Desvios Urbanos, as peças Muito palhaço pra pouco Circo e O fantástico circo-teatro de um homem só. Como espetáculo convidado, será encenado Língua Mãe. Mameloschn.
Agenda corrida, mas que faz parte da rotina de Patrícia e cujo ritmo não deve reduzir tão cedo. “Só em seguir em frente já é um motivo de comemoração. Nesse momento atual, de desmonte das instituições culturais, de retrocesso nos editais e nas políticas públicas, é necessário resistir com o teatro”, desabafa.
Durante o Palco Giratório do Sesc, em maio, a Cia. Rústica estreia Tremor: sobre como as coisas foram chegar neste ponto, primeira montagem brasileira para o texto da alemã Maria Milasavljevic. Com direção de Patrícia, o elenco tem Priscilla Colombi, Evandro Soldatelli, Lauro Fagundes e DJ Vigo.
O espetáculo aborda – como cita o subtítulo – o estado atual do mundo em que vivemos. “Na verdade, esse subtítulo faz parte do texto da peça, que tem um discurso político incisivo. A arte é também política. Isso fica evidenciado em maior ou menor escala conforme a época, mas essa relação permanece sempre”, avisa Patrícia.
E vem mais por aí: a Cia. Rústica pretende lançar ainda outras duas produções em 2018: Boca do Mundo será a nova peça do ator e diretor Carlos Mödinger e promete abordar temas como identidade e migrações. Já Pecados Rasgados - só as drags perdoam irá repetir a parceria entre Patrícia Fagundes e Heinz Limaverde, como aconteceu em O fantástico circo-teatro de um homem só.
A oficina Desvios urbanos acontece quinta e sexta-feira, das 15h às 18h, na Sala das Oficinas do Multipalco Eva Sopher. Inscrições, a R$ 50,00, pelo e-mail oficinas@multipalco.com.br. Já Boca do Mundo terá um ensaio aberto na quinta-feira, às 19h30min, na Sala Qorpo Santo – entrada franca, distribuição de senha a partir de 18h30min.
O espetáculo Muito palhaço pra pouco circo será encenado da Sala do Música do Multipalco, sábado e domingo, às 15h, com ingressos a R$ 30,00. Língua Mãe.Mamemolschn terá sessão no sábado, às 21h, no Theatro São Pedro. Ingressos a R$ 40,00.
“Sabe aquela planta que nasce mesmo no meio das pedras? Assim é o teatro. Ele floresce na resistência. Criar, levar ao palco, é isso que nos leva adiante, não importa o desmonte cultural do momento”, completa a diretora.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia