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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 24/04/2018. Alterada em 23/04 às 20h21min

Descrédito na política

Os escândalos envolvendo governo e políticos estão afugentando o eleitor, que coloca em dúvida a legitimidade da política, causando um descrédito que afasta o eleitor da urna. O número de votos brancos, nulos e abstenções, lamentavelmente, deve crescer em meio a este mar de corrupção, que faz com que aumente a falta de confiança do cidadão nos candidatos. A Operação Lava Jato, que continua com desdobramentos a cada instante, ainda notifica mais um fio de corrupção que é denunciado por Ministério Público e Polícia Federal. Esses fatos deixam o eleitor atônito, pois revelam um alto nível de degradação moral nos Poderes Legislativo e Executivo. Antes da Lava Jato, já havíamos vivenciado o mensalão do PT, Anões do Orçamento, Operação Navalha, entre outros; todas as situações agravando a credibilidade da política e afastando eleitores do processo eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, nas eleições de 2014, 27 milhões de eleitores não foram votar. Já outros 13 milhões de brasileiros que compareceram ao local de votação optaram por apertar a tecla em branco ou o número zero na hora de escolher seu candidato para a presidência da República.
Uma tendência do momento
Todas as pesquisas que se tem feito até agora mostram que é uma tendência neste momento. Podem surgir candidaturas que revertam essa tendência. Mas neste momento, pode haver modificações daqui para frente, com algumas candidaturas que surjam. Sem sombra de dúvida, neste momento, há a tendência de uma abstenção maior que nas eleições anteriores. A pessoa não deixa de votar porque não está interessada em votar: o voto é uma manifestação política, é um ato de motivação que pode modificar inclusive um pleito eleitoral, assim como o debate, que é o que se espera. Tem que preencher um certo vazio, e na forma que o eleitor quer que o candidato seja.
Fake news
Para o deputado federal gaúcho Alceu Moreira (PMDB), as fake news têm impacto. "Não é tão grande como se imagina, mas tem." Na opinião do parlamentar, "se for fazer uma pesquisa quantitativa, veremos que grande parte da população - e essa parcela não é pequena, está em torno de 70% -, mesmo que tenha alguma informação, se manifesta distante do processo eleitoral". Segundo o deputado, "essas pessoas fazem de conta que não querem saber de nada". Ele afirma que "não se consegue chegar a essas pessoas, por esse modelo de tecnologia que pode atingir 25% da população, e o restante não está contaminado; não está contatado nesse processo", avaliou.
Menos eleitores votando
O diretor do Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Calmon, avalia que, por conta das características das eleições, o número de eleitores que deixarão de escolher um candidato tende a ser ainda maior. "Os recursos para os candidatos divulgarem a proposta estão ainda mais escassos." E acrescenta: "o sistema político brasileiro está em crise, e temos um descrédito com os governantes".
 
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