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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 05/04/2018. Alterada em 04/04 às 20h57min

Clima de apreensão

O clima em Brasília, nesta quarta-feira, era de muita apreensão em relação ao resultado do julgamento da prisão em 2ª instância no Supremo Tribunal Federal (STF). Deputados federais de PSOL, PT, PCdoB, PDT e PSD anunciaram obstrução às votações do plenário em virtude da sessão no STF. Com isso, não foi possível a votação de projetos como a regulamentação do lobby, mudanças no cadastro positivo e o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Seria engraçado se não fosse trágico: em um País que precisa tanto de segurança pública, como o nosso, temos um Congresso paralisado, tanto por partidos da situação, quanto por partidos da oposição.
Chuva atrapalhou
Na Esplanada dos Ministérios, já na véspera, manifestantes acabaram mais cedo com o protesto que pedia a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa do forte temporal que caiu sobre a capital. Ainda por causa do mau tempo e do bloqueio do trânsito na área central, próximo aos ministérios e ao Congresso Nacional, na manhã de quarta-feira, o movimento foi fraco. Por volta de 13h, manifestantes portando, em sua maioria, bandeiras vermelhas se deslocavam da rodoviária ao Congresso Nacional.
Torcidas inflamadas
Um pouco antes do início do julgamento, inflamadas torcidas organizadas, próximo ao Supremo, se manifestavam com muito barulho. De um lado, um grupo vestido de verde e amarelo defendiam que o STF, rejeitasse o habeas corpus em favor de Lula. Do outro, um grupo com camisas vermelhas, gritavam palavras de ordem, defendendo o ex-presidente. A grade que separava as duas torcidas começou a ser invadida, e a polícia militar teve que reforçar o policiamento. Alguns manifestantes tentaram invadir a área reservada para os defensores de Lula, tiveram que ser retirados a força. Os ânimos, apesar da chuva, começaram a esquentar, e a tropa de choque do Distrito Federal foi acionada para conter os mais exaltados.
Grandes mudanças
Para o deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB), manifestações antecedem grandes mudanças. "O que se deve ter cuidado é com a ruptura das instituições. Enquanto não houver essa ruptura, o sistema se mantém intocável na sua funcionalidade." O parlamentar disse: "não estou falando do resultado de uma decisão o Supremo. Se ele é respeitado como instituição, a ele é assegurado o direito de mexer plenamente as suas prerrogativas. Para mim, a democracia está andando, a democracia está preservada". Segundo Fogaça, "se o conteúdo dessa decisão vai para o lado a ou para o lado B, a questão é de grave polêmica, de grave discussão política, mas fica nesse terreno, fica no terreno da avaliação política, do julgamento político, pode se fazer um péssimo julgamento político, mas tem que se respeitar a funcionalidade da instituição", assinalou o peemedebista. Na opinião de José Fogaça, "o que assusta as pessoas e o que mais preocupa é quando se ameaça uma possível ruptura da instituição, uma quebra da legalidade, da funcionalidade institucional". Afora isso, assinala o deputado, "a pessoa pode ficar satisfeita com a decisão ou profundamente insatisfeita, revoltada, mas é do jogo institucional", concluiu.
 
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