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Porto Alegre, terça-feira, 03 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 04/04/2018. Alterada em 03/04 às 20h12min

Cenário novo em Brasília

No dia em que os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pressionados por todos os lados, vão julgar o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de condenado em segunda instância, Brasília amanhece com um cenário já conhecido da maioria da população. A Esplanada dividida: de um lado, os que defendem a manutenção da prisão; e do outro, os que pedem a liberdade do ex-presidente até o processo transitar em julgado. O cenário faz lembrar os dias que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff (PT), pelo Congresso Nacional. Agora, a responsabilidade está com o STF. Preocupada com a intolerância, a presidente Cármen Lúcia pede serenidade.
Acreditar na Justiça
A deputada federal gaúcha Maria do Rosário (PT) vê o julgamento de hoje com otimismo. "Pela Justiça, a gente tem que acreditar nela." A parlamentar frisa que essa divisão na Esplanada, entre o contra e a favor, não seria necessária se não houvesse "essa sede de violência que a gente observa desse lado que busca a prisão de Lula sob qualquer hipótese". Segundo a parlamentar, "a caravana do Lula no Sul mostrou uma violência enlouquecida. Então, esse novo componente preponderante da política nacional, que é a violência, voltarmos à situação da solução das coisas pela violência, mostra uma imaturidade de lideranças no atual momento político".
Bom senso
Maria do Rosário enfatiza que "o Lula, em todos os sentidos, sempre acredita na democracia, tanto que o que ele busca é participar das eleições. Ele não busca nenhuma solução autoritária, nunca defende nada autoritário, nunca vai jogar ninguém um contra o outro". Na avaliação da deputada, o que está faltando na política nacional nesse momento é "mais maturidade, mais paz, mais bom senso".
Cumprimento da Constituição
Destacando a importância da presidente do Supremo, que pediu serenidade, Maria do Rosário assinalou que "a serenidade no Brasil tem que ser, em todos os sentidos, no cumprimento da Constituição". Segundo a parlamentar, "nos preocupa a ideia de que a Constituição deve ser lida de acordo com o sentimento das massas, como disse o Barroso. Não, a Constituição tem que ser lida como ela é. Para o sentimento da sociedade existe o Poder Legislativo, ele se move de acordo com o sentimento. O Poder Judiciário tem que ter a capacidade de se mover inclusive contra a corrente", acentuou.
 
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