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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

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Affonso Ritter

Observador

Notícia da edição impressa de 26/04/2018. Alterada em 25/04 às 21h15min

Inteligência Artificial

Um dos problemas por que passam as empresas que querem dar um passo na direção da Indústria 4.0 é como dar utilidade aos dados trazidos pelas máquinas. A ordem é apelar para a Inteligência Artificial, um conceito ainda bastante difuso, mas que se tornou um tema recorrente em Hannover, devido a essa questão. Obviamente, ela avança muito mais do que em organizar ou dar utilidade a dados. E, para caracterizar isso, citam-se exemplos bastante recentes, como a Alexa, assistente virtual inteligente da Amazon, e a Siri, da Apple. Ou, como a definiu Elaine Rich, que escreveu um livro sobre o tema: "Inteligência Artificial é a lição de como um computador pode fazer coisas nas quais as pessoas ainda são melhores - pelo menos por enquanto".
Busca de parceiros
O grande atrativo dos gaúchos na Feira de Hannover 2018 é a Indústria 4.0, que despontou na Alemanha em 2011. É o caso do diretor da DLR Automação de Caxias do Sul, engenheiro Rodrigo Dalongaro. Mas seu foco é conseguir parceiros para distribuição da tecnologia nesta área no Brasil, como ela já tem em outras.
Geladeira em 3D
Uma atração curiosa desta feira é o estande com demonstrações de produção de geladeiras e lavadoras sob encomenda em impressora 3D, promovidas pela Hair Singapore Investment Holding. O interessado chega, faz um cadastro com o nome e o número do celular, e começa a configurar as cores do produto. Se quiser personalizar mais, coloca sua assinatura ou marca na porta, junto com foto tirada na hora. O resultado, depois de 40 minutos, é uma geladeira em miniatura, que fica de brinde.
As máquinas em alta
O forte na indústria alemã foram sempre as máquinas. Pois sua produção está de novo em excelente momento. Tanto que a entidade dos fabricantes, a VDMA, elevou sua projeção de crescimento neste ano de 3% para 5%, ante o crescimento de 2,25% da indústria em geral, projetado pela BDI (a CNI alemã).
Dança das cadeiras
O diretor da goiana Sinergia, Alucir Biasi, chamou a atenção para duas mudanças importantes ocorridas no ranking mundial da energia solar em 2017. A primeira foi a queda da Alemanha para o quarto lugar, depois de ocupar, por longo tempo, o primeiro. O país, agora, vem depois da China, dos EUA e do Japão. A segunda mudança foi o ingresso do Brasil no Top 10.
A revista nas mochilas
A revista diária de bolsas e mochilas na entrada da feira, prática iniciada na feira de Hannover em 2016, foi mantida também neste ano. O que cria um pequeno congestionamento sempre que chega mais uma leva de pessoas pelo metrô, considerando que são mais de 5 mil expositores e previsão de 220 mil visitantes.
Automação da madeireira
O que veio fazer em Hannover um madeireiro da Terra de Areia? Ele é o jovem empresário Matusalém Fagundes, da Matusa Madeiras, e veio para automatizar sua indústria, que trabalha com pinus em tábua para paredes, forros e deques. Mas seu plano é agregar valor à matéria-prima e entrar na exportação de tábuas. Em paralelo, também quer diminuir custos e aumentar a produtividade, e conta, para isso, com a automatização de tarefas. Sua primeira investida foi tentar comprar um robô, mas foi atropelado por seu elevado custo. Fagundes trabalhou durante quatro anos na Marcopolo e decidiu ter seu próprio negócio. E não se arrependeu. Mesmo quando viu diminuir, na estreia, seu rendimento anterior para um terço.
 
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