Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 28 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Eleições 2018

Alterada em 28/03 às 15h51min

Polícia do Paraná investiga ataque à caravana do ex-presidente Lula

Dois ônibus foram atingidos, por tiros quando a caravana passava por Quedas do Iguaçú (PR)

Dois ônibus foram atingidos, por tiros quando a caravana passava por Quedas do Iguaçú (PR)


Lula pelo Brasil/Twitter/Reprodução/JC
Agência Brasil
Um inquérito policial foi aberto para investigar o ataque à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Paraná, duas equipes do Centro de Operações Policiais Especiais foram enviadas à cidade de Laranjeiras do Sul para as investigações.
Dois ônibus foram atingidos nesta terça-feira (27) por pelo menos três tiros quando a caravana estava na estrada fazendo o trajeto entre as cidades de Quedas do Iguaçú e Laranjeiras do Sul, no Paraná. Um dos veículos que recebeu disparos estava com profissionais de imprensa que acompanham o grupo e outro levava convidados.O ex-presidente Lula não estava nos veículos atingidos. Ninguém ficou ferido.
De acordo com a SSP, o Instituto de Criminalística do estado está finalizando a perícia nos ônibus. A previsão é que o laudo fique pronto nos próximos dias. O órgão informou que a Polícia Militar estadual "reforçou o policiamento em todos os locais indicados pelos representantes da caravana, onde seriam feitas as manifestações com a presença do ex-presidente".
Em uma de suas contas na rede social Twitter, o ex-presidente afirmou que ações como esta não vão intimidá-lo. "Se eles acham que fazendo isso vão nos assustar, estão enganados. Vai nos motivar. Não podemos permitir que depois do nazismo esses grupos fascistas possam fazer o quiser. Se querem brigar, briguem comigo nas urnas. Mas vamos respeitar a democracia, a convivência na diversidade", afirmou.
Em ofício enviado à Secretaria de Segurança Pública no dia 14 de março a assessoria da caravana solicita " apoio de medidas que possam garantir a segurança e a tranquilidade desses eventos", com o roteiro em anexo ao documento.
Também pelo Twitter, o ex-presidente reclamou do estado do Paraná não ter fornecido escolta policial aos ônibus da caravana. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, não houve solicitação neste sentido por parte da caravana.
O Ministério da Segurança Pública informou por meio de sua assessoria que a Polícia Rodoviária Federal está fazendo a orientação de trânsito, mas que a garantia de segurança cabe à polícia do estado do Paraná.
Na terça, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou em conversa com a imprensa que está em contato com a Polícia Rodoviária Federal. "Não podemos admitir confrontos. Isso é absolutamente antidemocrático e é preciso ter respeito. Tem que se identificar os responsáveis pois isso não pode se permitir dentro do regime democrático", disse.
Em entrevista nesta quarta-feira (28), o presidente Michel Temer (PMDB) disse que esse tipo de atitude é "uma pena" e cria um "clima de instabilidade no país"."É uma pena que tenha acontecido isso porque vai criando um clima de instabilidade no país, de falta de pacificação que e indispensável no presente momento", disse.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), condenou a violência. "É gravíssimo o que aconteceu ao ex-presidente Lula, não apenas o ataque a tiros contra o ônibus, que foi o ponto final de alguns dias de absurdos, uma tentativa de inviabilizar a mobilização do ex-presidente".
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que a tentativa de parar Lula é "inaceitável". "Não estamos mais nos anos 50 do século passado, ou na ditadura militar, quando a eliminação física de adversários políticos era uma constante no Brasil e na América Latina. Essa prática não pode ser tolerada".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia