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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Alterada em 15/03 às 14h47min

Avanços na economia ainda são pífios ante perdas na recessão, diz Ciro Gomes

O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) se colocou contra a avaliação de que a situação da atividade econômica brasileira esteja melhor. Segundo ele, os avanços ainda são pífios em relação ao que foi perdido durante a recessão econômica.
Ciro alertou que a situação brasileira é tão grave e tão difícil de ser resolvida que pode levar a uma "ruptura". "Se é que a gente não está assistindo a essa ruptura no dia-a-dia", disse. "Da redemocratização para cá, nós elegemos quatro presidentes e derrubamos dois. Qual país aguenta isso?", questionou.
Apesar da melhora recente de indicadores econômicos, o político defendeu que a situação não está melhor. "O Brasil precisa mudar, o Brasil está errado. As coisas não estão melhorando. As coisas estão estruturalmente erradas no Brasil", afirmou.
Ciro citou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu pouco no ano passado após perdas consideráveis. Ele também criticou o processo de desindustrialização em curso no País, a elevada taxa de desemprego e o alto nível de informalidade no mercado de trabalho. "Qual sistema previdenciário que funciona no mundo se metade da economia está na informalidade?", questionou.
O pré-candidato criticou a divisão do País em apenas dois grupos "No Brasil não cabe nessa miudice de querer repartir o Brasil entre coxinhas e mortadelas", discursou.
Ele defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff, dizendo que é uma "mulher honrada" e que nenhum de seus detratores jamais teve "audácia" de acusá-la de qualquer tipo de crime. Mas criticou as políticas econômicas do governo da petista e de antecessores que agravaram o processo de desindustrialização no País e aumentaram o déficit potencial de produtos manufaturados na balança comercial brasileira.
Na avaliação do pré-candidato, o que está errado no Brasil foi feito para atender a microinteresses em vez dos interesses da maioria. "Estamos todos empurrados pela nossa mídia muito otimista, de que 'a recessão acabou, agora vai'. Não acabou não. Mal comparando, se descemos dez degraus, subimos dois", exemplificou. "Esse país tem cinco pessoas que reúnem a fortuna de 100 milhões de pessoas", lamentou o pré-candidato.
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