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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 02/03/2018. Alterada em 01/03 às 22h43min

Em entrevista, ex-presidente Lula diz que vai brigar até o fim para ser candidato ao Planalto

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não quer discutir uma candidatura alternativa à sua na corrida presidencial deste ano, sob alegação de que isso daria como fato consumado que ele estaria fora do páreo. Sua disposição é brigar até o fim.
As afirmações foram feitas em entrevista exclusiva à colunista Mônica Bérgamo, do jornal Folha de S.Paulo. Nela, Lula diz que está preparado para ser preso, mas que acredita que será inocentado. "Eu acredito na democracia, eu acredito na Justiça. E acredito que essas pessoas, o juiz Sérgio Moro e os desembargadores, mereciam ser exoneradas a bem do serviço público", destacou o petista.
Na quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anunciou o adiamento do julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa de Lula, condenado no caso do triplex do Guarujá (SP), que estava marcado para nesta quinta-feira, 1 de março. O julgamento passou para o dia 6 de março, às 13h.
A alteração da data foi comunicada pelo gabinete do relator do pedido de liberdade, ministro Felix Fischer, e foi feita a pedido da defesa do petista em razão de problemas de saúde de seu advogado Sepúlveda Pertence, que faria sustentação oral.
Na entrevista à Folha, Lula diz esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) - que deverá julgar o habeas corpus no qual sua defesa pede para ele não ser preso - analise o processo, depoimentos e provas, e tome uma decisão. "Por isso tenho a crença de que vou ser candidato", frisou.
Na entrevista, Lula diz que lamenta a postura de seu ex-ministro Antonio Palocci (ex-PT), hoje preso e que, no ano passado, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, citou um "pacto de sangue" entre Lula e a Odebrecht que tinha o foco em um pacote de propinas de cerca de US$ 1 milhão. Para o petista, a história de Palocci se esvaiu com isso. "O Palocci demonstrou gostar de dinheiro. Quem faz delação quer ficar com uma parte daquilo de que se apoderou. Não vejo outra explicação", argumentou.

Dono da Riachuelo diz ser mais útil fora da disputa pela Presidência

Visto como mais uma opção à disputa presidencial de outubro, o empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, descartou nesta quinta-feira a possibilidade de candidatura. Ele disse que não precisa embarcar em uma "aventura eleitoral" para marcar posição política. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) chegou a citá-lo como uma alternativa para compor sua equipe.
Pouco antes de participar de evento na capital paulista, Rocha declarou ser mais útil formando posições dentro do Brasil 200, que reúne empresários como Luiza Helena Trajano e Roberto Justus.
Conforme o empresário, o grupo nasceu da indignação contra o que chamou de "aristocracia burocrática", que se beneficia de privilégios e se baseia de um "modelo sórdido de dominação de nós contra eles". O verdadeiro conflito no País, comentou Rocha, é entre "quem produz versus parasitas".
O dono da Riachuelo disse ver o eleitor brasileiro pronto para eleger um projeto que represente um contraponto ao que deu errado nos últimos governos.
"O Brasil não precisa de um Emmanuel Macron, que foi liberal na economia mas assumiu plataforma de esquerda nos costumes", afirmou Rocha. Segundo ele, ao invés do atual presidente da França, o povo brasileiro quer eleger uma figura política mais próxima do conservadorismo, como o ex-presidente dos EUA, Ronald Reagan, ou a ex-premiê britânica Margareth Thatcher.
Para Rocha, que encabeça o Brasil 200, um grupo de lideranças empresariais que pretende influenciar nas eleições deste ano, o perfil "liberal na economia, conservador nos costumes" não encontra hoje um representante à altura entre os presidenciáveis. Segundo ele, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) "não encampa um liberal", ao menos como gostaria, além de não conseguir representar o que vê como uma indignação contra a desordem que existe no País hoje.
O prefeito João Doria Júnior, nesse mesmo sentido, já foi a "grande esperança" daqueles que pensam como o Brasil 200, mas acabou "pisando em cascas de banana", como defender o controle da venda de armas e outros temas do "politicamente correto", disse.
Já Jair Bolsonaro, por outro lado, encarnaria uma Marine Le Pen brasileira, em referência à candidata de extrema-direita que perdeu as eleições para Macron em 2016. Rocha elogiou o deputado fluminense por ser "o único que toca em temas espinhosos", mas criticou sua visão estatizante na economia.
Para Rocha, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ainda não se mostrou viável na eleição deste ano por fincar seu discurso muito na economia. "Não se ganha eleição com economês", pontuou. Já o presidente Michel Temer foi elogiado por aplicar o "único programa liberal que esse País já teve" na economia. Por outro lado, avaliou o empresário, muitas de suas vitórias foram construídas com o compromisso de que ele não ia se colocar (como candidato)".
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