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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 14/03/2018. Alterada em 13/03 às 21h26min

Juros mais baixos são uma boa notícia econômica

Quando alguns afirmam, publicamente, que a inflação é baixa no Brasil porque está sendo manipulada pelo governo federal, é bom saber que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) poderá cair de 6,75% para 6,5%.
Isso é o que estão prevendo quase todos os economistas sobre a tendência do Copom. Juros mais baixos facilitam investimentos. Quanto ao fato de dizerem que a inflação prevista, menos de 4% para 2018, é fruto de arranjos governamentais, é preciso repisar que o levantamento da inflação é feito em cima de preços gerais, não apenas sobre combustíveis e gás de cozinha, os dois produtos mais citados por todos os que alegam que os percentuais não correspondem à realidade.
Por isso, por conta de uma inflação abaixo do patamar esperado para o começo deste ano, é que os analistas do mercado dão como certo que o Copom diminuirá a taxa básica de juros de 6,75% para 6,5% em sua próxima reunião, marcada para os dias 20 e 21 de março.
Confirmada a redução, será o 12º corte consecutivo na taxa, que voltará a bater mínima histórica. A possibilidade de a taxa cair a 6,5% neste mês chegou a 88% nesta semana, conforme precificação feita pelo mercado nos contratos de juros futuros de curto prazo.
Há um mês, logo após a última reunião do Copom, essa probabilidade era de 30%. No dia em que a ata do Copom foi divulgada, porém, o percentual já subiu para 45%, em decorrência de o documento afirmar que um novo corte não estava descartado e que poderia ocorrer caso a inflação se mantivesse "em níveis confortáveis".
Ora, quando os nossos juros ainda estão bem altos na comparação com outras economias, é bom aguardar um novo corte, mesmo que de 0,25 ponto percentual.
Como os últimos resultados da inflação vieram abaixo do esperado, isso é algo bem coerente. No final de 2017, o Banco Central projetava uma inflação de 0,53% em janeiro, mas o IPCA veio em 0,29%. A inflação tem surpreendido para baixo, o que é bom, mas, ainda assim, é preciso que voltem os investimentos e, com eles, a geração de empregos. Os economistas mais otimistas já estão apostando que ainda há chances de que, na reunião deste mês, o Copom sinalize que poderá haver um novo corte em maio.
É que, apesar da recuperação da atividade econômica, a velocidade está menor do que se esperava. Também há um descolamento da inflação esperada em relação à meta. Isso justificaria manter essa possibilidade de redução da Selic em maio.
Entretanto há também aqueles que afirmam que a redução na taxa de juros que deverá ocorrer em março marcará o fim do ciclo de quedas. Assim, a Selic seria mantida em 6,5% até meados deste ano. Somente uma surpresa inflacionária para baixo justificaria mais uma redução da Selic em maio, opinam analistas do mercado.
Voltando à inflação, o fato é que as previsões no final de 2017 e mesmo no início de 2018 indicavam que os preços avançassem 4,1% neste ano. No entanto agora prevê-se uma alta de 3,8%. É que os alimentos continuam surpreendendo e recuando.
Desta forma, a política de preços dos combustíveis acompanhando as oscilações do mercado internacional não conseguiu desequilibrar a tendência de queda. Isso, como todos sabemos, é muito bom. Assim, em meio a tantas notícias sobre corrupção, é bom ler algo de positivo sobre o Brasil.
 
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