Branding por meio da gestão de inovação


Juan Pablo D. Boeira, professor da Unisinos e doutorando em Inovação Juan Pablo D. Boeira, professor da Unisinos e doutorando em Inovação

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Não podemos mais ficar reféns das legalzices momentâneas, e sim, entregar resultados imediatos


O tema Branding vem sendo discutido há tanto tempo, que praticamente todos profissionais de marketing e afins, sentem-se confortáveis para discorrer sobre o assunto. No entanto, em função das novas dinâmicas do mundo moderno, conceitos como "marca é conteúdo", "propósito de marca" e "experiência de marca", além de básicos, são absolutamente rasos para as demandas atuais. Deste modo, fica claro que precisamos evoluir para um nível mais elevado, visando permanecermos competitivos. Como somos impactados por mais de três mil estímulos de comunicação diariamente, por melhor que sejam os processos de Branding, em sua grande maioria, não comportam mais de forma robusta as complexidades mercadológicas em função das inúmeras peculiaridades dos sistemas em que estamos inseridos. Os processos de Branding, além de serem sustentados, em grande parte, por meio do que muitos cunham de criatividade, ainda são desenvolvidos através de "receitas de bolo" que tornaram esta prática uma commoditie. Ou seja, acabamos vendo, na melhor das hipóteses, mais do mesmo. Diante deste cenário e com a finalidade de gerar vantagem competitiva, bem como criar um distanciamento dos concorrentes, desenvolvi a Metodologia JPB (M-JPB) a qual coloca a racionalidade como protagonista do método, pois não podemos mais ficar reféns das "legalzices" momentâneas, e sim, entregar resultados imediatos. Neste sentido, a M-JPB permite implantar uma prática inovadora em que é possível mapear todo o sistema mercadológico em que estamos inseridos, através de uma aplicação tecnológica, e a medida em que temos o detalhamento de todo o ecossistema analisado, torna-se possível projetar todas as possíveis reações que o mercado terá a partir da projeção de ações estratégicas abismalmente mais eficazes do que as tradicionais metodologias de Branding. Desta forma, através de pesquisas contextuais em que são analisados dados do passado até o presente, é possível construir cenários, utilizando um BI o qual permite termos fotografias extremamente assertivas com base em dados históricos. Em paralelo, são realizadas pesquisas não contextuais onde são ponderados dados através de sistemas de AI (Inteligência Artificial) para construção de cenários preditivos (o que acontecerá) e prescritivos (como fazer acontecer). Com os cenários construídos a partir das pesquisas contextuais e não contextuais, todas as possibilidades raciocinadas tornam-se categoricamente mais confiáveis em relação às práticas criativas. Os cenários, por sua vez, são validados por ordem de relevância e eficácia a partir dos preceitos da resiliência de rede os quais precisam funcionar perfeitamente independente do que acontecer. A M-JPB vem, então, para suprir a inconsistência das metodologias de Branding que não levam em consideração o fato de termos que trabalhar em qualquer projeto as variáveis velocidade, volume e variedade dos dados nos quais mais nenhum ser humano no mundo é capaz de projetar sozinho ou até mesmo em grupo, resoluções criativas o suficiente para serem superiores ao modelo que é trabalhado pela M-JPB. Com base nela, é possível construir estratégias inovadoras, atuando de forma matricial no entendimento das tomadas de decisão dos consumidores. Contudo, a M-JPB que está detalhada no livro BRANDING POR MEIO DA GESTÃO DE INOVAÇÃO, permite gerenciar todas as etapas do Branding por meio de um dashboard onde são trabalhados de forma integrada todas as análises por sistemas de AI...
Publicado em 26/03/2018.