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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Egito

30/03/2018 - 08h32min. Alterada em 30/03 às 08h34min

Com 60% de abstenção, Sisi vence eleições no Egito

Sisi fez grande votação, mas não conseguiu mobilizar a população para que fosse às urnas

Sisi fez grande votação, mas não conseguiu mobilizar a população para que fosse às urnas


FETHI BELAID/AFP/JC
Folhapress
Como esperado, em uma disputa sem rivais viáveis, os resultados preliminares das eleições egípcias sugerem a reeleição do atual presidente, o ex-general Abdel Fattah al-Sisi, de 63 anos. Ele recebeu mais de 92% dos votos, segundo o jornal local Ahram, número que será confirmado apenas em 2 de abril. As eleições foram feitas em três dias, de segunda a quarta-feira.
Sisi não conseguiu, no entanto, mobilizar a população para que fosse às urnas. As primeiras estimativas mostram um comparecimento de em torno de 40%, em um universo de 95 milhões de habitantes e 60 milhões de eleitores.
Em sua primeira eleição, em 2014, Sisi havia tido 97% dos votos e 47% de participação, segundo o governo. Sua primeira gestão foi marcada por um crescente autoritarismo, evocando as lembranças da severa ditadura de 30 anos de Hosni Mubarak – o que pode ter desestimulado eleitores.
Havia, a princípio, uma série de candidatos de oposição com alguma força, como o ex-premiê Ahmed Shafiq, o ex-chefe das Forças Armadas Sami Anan e o sobrinho do ex-presidente Anwar Sadat, Mohamed Sadat. Pressionados, porém, abandonaram a corrida.
Sobrou apenas o arquiteto Moussa Moustafa Moussa, até então desconhecido. Ele se registrou uma hora antes do prazo e anteriormente fazia campanha na internet pelo próprio Sisi. Moussa recebeu 3% dos votos, afirma o Ahram.
Estas foram as terceiras eleições livres no Egito, após o país ter vivido alguma euforia com a derrocada do ditador Mubarak em 2011, na chamada Primavera Árabe. A população elegeu em 2012 o líder islamita Mohamed Mursi, que foi deposto um ano depois pelo Exército, liderado por Sisi, que venceu as eleições em 2014.
Com o pleito descrito pela oposição e por organizações de direitos humanos como uma farsa, Sisi deve perder ainda mais legitimidade. Foram abundantes os relatos de compra de voto – às vezes em troca de cesta básica ou menos de R$ 10.
Apesar da crise, grandes negócios têm se beneficiado da gestão de Sisi, cujas reformas econômicas agradam parte do mercado financeiro. A economia sofreu com os protestos de 2011 e o golpe de 2013 e só agora tem se recuperado. Seu PIB cresce ao ritmo de 4,8%, segundo o FMI.
Outro índice favorável é o de turistas, após anos de sítios arqueológicos vazios. O número de estrangeiros cresceu 54% em 2017, chegando a até 8,3 milhões.
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