Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 22 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

frança

Alterada em 22/03 às 10h30min

Sarkozy nega irregularidades e diz que sua vida virou um inferno

Ex-presidente é acusado de ter recebido 50 milhões de euros de Muammar Gaddafi

Ex-presidente é acusado de ter recebido 50 milhões de euros de Muammar Gaddafi


FREDERICK FLORIN/AFP/JC
Folhapress
O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy negou as acusações de que teria recebido ilegalmente dinheiro da Líbia para sua campanha presidencial e disse que o caso transformou sua vida em um inferno.
As declarações foram dadas aos juízes que investigam as denúncia reveladas pelo jornal francês Le Figaro nesta quinta-feira (22). Os advogados de Sarkozy não quiseram comentar sobre a veracidade das afirmações.
O ex-presidente de 63 anos é acusado de ter recebido 50 milhões de euros (R$ 202 milhões) do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi (1942-2011) para a sua campanha vitoriosa em 2007.
Como presidente, foi Sarkozy quem autorizou o bombardeio que ajudou a derrubar o ditador em 2011, durante a Primavera Árabe. Logo após o início da operação militar, um dos filhos de Gaddafi deuuma entrevista na qual afirmouque o pai tinha financiado a campanha do francês.
Por isso, Sarkozy diz que a acusação é uma vingança de pessoas próximas ao ex-ditador, que acabou morto no fim de 2011.
"Esta calúnia fez da minha vida um inferno desde 11 de março de 2011", disse ele, com a data em que começou o bombardeio na Líbia. "Estou sendo acusado sem uma prova física".
O caso, investigado desde 2013, chegou a seu ápice na terça-feira (20), quando o ex-presidente foi detido pela polícia e levado para interrogatório. O depoimento continuou na quarta (21) e, ao fim do dia, ele foi formalmente indiciado porcorrupção passiva, financiamento ilegal de campanha e recebimento de dinheiro desviado dos cofres públicos líbios. Ele responderá ao processo em liberdade.
Para Sarkozy, a revelação do caso custou sua reeleição em 2012, quando perdeu para o candidato socialista François Hollande . "Eu paguei um alto preço por isso. Veja desse modo: eu perdi eleição presidencial em 2012 por 1,5 pontopercentual. A controvérsia iniciada por Gaddafi e seu capanga me custou este1,5 ponto", completou.
O capanga a que Sarkozy se refere é o empresário franco-libanêsZiad Takieddine, que disse ter entregueem 2007 uma mala enviada pelo governo Líbio com 5 milhões de euros (R$ 20,2 milhões) para Sarkozy e seu chefe de gabinete, Claude Gueant.
Em entrevista a TV francesa nesta quarta (21), o empresário voltou a repetir as acusações. O ex-presidente disse que as declarações de Takieddine são mentirosas.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia