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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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América do Sul

Notícia da edição impressa de 02/03/2018. Alterada em 01/03 às 22h43min

Venezuela adia eleições presidenciais para maio

As eleições presidenciais da Venezuela foram adiadas do dia 22 de abril para a segunda metade de maio, informou, nesta quinta-feira, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A mudança de data foi definida após um acordo firmado entre o governo do presidente Nicolás Maduro e a oposição.
"Foi proposto que sejam realizadas de maneira simultânea as eleições para presidente e as regionais na segunda quinzena do mês de maio de 2018", explicou o CNE.
O pleito presidencial, no qual Maduro tentará a reeleição, já havia sofrido mudanças no calendário, com antecipação de dezembro para abril. A nova modificação ocorreu após pressão doméstica e internacional.
A maioria dos opositores havia desistido de participar da votação - o ex-chavista Henri Falcón foi a exceção. O prazo para a inscrição de candidaturas terminou nesta quinta-feira. As eleições legislativas, por sua vez, estavam marcadas para dezembro de 2020 e serão antecipadas em dois anos.

Colômbia não superou estado de guerra, diz Cruz Vermelha

Ainda não se pode dizer que a Colômbia superou o estado de guerra em que vive há mais de 50 anos, afirma um relatório elaborado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha divulgado nesta quinta-feira. A pouco mais de uma semana para as eleições legislativas e a três meses das presidenciais - os primeiros pleitos aos quais a ex-guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) irá concorrer -, "ainda há muito por fazer para que se fale da Colômbia como um país que alcançou a paz", ressalta a organização.
O estudo chama a atenção para a particularidade desses processos eleitorais, que ocorrem em um ambiente "de esperança e, ao mesmo tempo, de incerteza", causados pelo avanço muito lento da implementação do acordo de paz entre o Estado e as Farc (agora um partido), pela expectativa de que seja retomado o difícil processo de negociação com o ELN (Exército de Liberação Nacional) e pelo acirramento da violência em regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, onde atuam as chamadas Bacrim ("bandas criminales"), além de grupos de dissidência das Farc e o ELN.
A Cruz Vermelha reporta que, em algumas regiões, o Estado "não apenas falha ao não prover segurança, mas também em não estimular oportunidades de desenvolvimento e não fornecer serviços básicos". "É alarmante que continuem os casos de desaparições, homicídios coletivos, violência sexual, deslocamentos massivos, extorsões, confinamento, uso de minas terrestres e recrutamento de menores de idade para guerrilhas ou facções criminosas", critica a organização. Segundo o documento, foram reportadas 77 mil vítimas da violência apenas em 2017, além de 550 casos de violações ao direito internacional humanitário.
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