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Porto Alegre, terça-feira, 27 de março de 2018.

Jornal do Comércio

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Educação

Notícia da edição impressa de 27/03/2018. Alterada em 26/03 às 20h33min

Universitários farão projetos para reforma elétrica de escolas gaúchas

Segundo Búrigo, parte dos projetos já está sendo elaborada desde janeiro e têm previsão de conclusão para maio

Segundo Búrigo, parte dos projetos já está sendo elaborada desde janeiro e têm previsão de conclusão para maio


FREDY VIEIRA/JC
Isabella Sander
Com pouco dinheiro e muitas necessidades, as escolas estaduais do Rio Grande do Sul dependem de universidades para suprir a demanda de projetos de reformas na rede elétrica. As instituições de ensino já contam com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bird), que expiram em fevereiro de 2019, para executar as obras, mas o Estado não tem dado conta da grande quantidade de projetos a serem feitos. Por isso, foi feita uma parceria entre universidades, Coordenação de Aperfeiçoamento de Gestores e Educadores (Capes) e governo estadual, a fim de que alunos e professores elaborem os projetos. O convênio foi assinado ontem.
Segundo o secretário estadual de Planejamento, Governança e Gestão, Carlos Búrigo, parte dos projetos já está sendo elaborada desde janeiro e tem previsão de conclusão para maio. Por enquanto, 200 estão em andamento. A expectativa é contemplar 900 escolas. "Temos essa demanda, temos recursos contratados do Bird, mas não temos capacidade interna de fazer esses projetos. Com essa parceria, conseguiremos, já no mês de maio, ter projetos prontos para fazer essas reformas", ressalta.
Mais de 90% das 2,5 mil escolas da rede estadual carecem de intervenções na parte elétrica, seja por problemas na fiação ou na potência. Junto com os professores e os estudantes, um engenheiro elétrico do Estado supervisionará os estudos e assinará os projetos em conjunto com as equipes universitárias. O Estado foi dividido em oito polos, e as escolas estão sendo selecionadas conforme urgência da demanda. As verbas para a obra em si, de até R$ 150 mil, serão repassadas através do sistema de autonomia financeira.
A partir da assinatura do convênio, a Capes disponibilizará 30 bolsas de R$ 1,5 mil a cada um dos professores responsáveis por acompanhar 75 estagiários no desenvolvimento de projetos elétricos nas escolas. Da mesma forma, repassará valores para ajuda de custo em transporte, alimentação e materiais utilizados pelos universitários. As universidades parceiras são as federais de Santa Maria (UFSM) e do Pampa (Unipampa), a Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), a de Caxias do Sul (UCS), a de Passo Fundo (UPF), a do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Riograndense (IFSul).
A parceria proporcionará que o estudante ponha em prática o que aprende na faculdade, ao mesmo tempo que solucionará um problema grave. "Não adianta colocar um laboratório em uma escola se a rede elétrica não permite que ele funcione. É isso que estamos buscando resolver", explica Búrigo, acrescentando que a parceria com as universidades pode suprir deficiências em outras áreas, não só na de infraestrutura.
 

Formação qualificará diretores da rede estadual para gerir instituições

Outra parceria entre as mesmas oito universidades, a Capes e o Serviço Social da Indústria (Sesi) proporcionará a formação de diretores e professores na gestão de escolas. "Vai ao encontro do que o governador vem salientando, de melhorarmos e qualificarmos o nosso pessoal, que já é muito qualificado, mas, muitas vezes acostumado com o dia a dia da sala de aula, pode ter alguma dificuldade na administração da instituição", observa o secretário estadual Ronald Krummenauer. Em outubro, haverá eleições para diretores nas escolas estaduais.
A expectativa é formar todos os 2,5 mil diretores e os candidatos à direção no pleito de outubro. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) também pretende abranger parte dos 60 mil professores da rede. As aulas ocorrerão no Sesi e em formato de ensino a distância. A parceria tem vigência até abril de 2020, com orçamento de R$ 1,9 milhão. A Capes e o Sesi já atuam na formação junto ao governo de Santa Catarina e à prefeitura de Fortaleza.
A Seduc tem dois objetivos com a formação - o primeiro é melhorar a rotina administrativo-financeira, a qual os diretores não recebem formação nas graduações, mais voltadas para a área pedagógica. O segundo é a modernização do ensino, com maior uso de tecnologias. "Já temos 21 escolas-piloto nessa modernização, para adaptar o ensino ao aluno do século XXI. A maioria dos professores nasceu no século XX e teve aprendizado diferente do aluno que já é nascido no século XXI", enfatiza Krummenauer.
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Comentários
Isabel 27/03/2018 08h55min
Que legal, estamos quarterizando estagiários por pura incompetência do governo em administrar recursos, realizar contratações e fazer a máquina andar. Pra quem usa tanto a palavra eficiência, isso é um descaso completo!