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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Urbanismo

Notícia da edição impressa de 26/03/2018. Alterada em 26/03 às 04h38min

Com intervenções urbanas, Porto Alegre muda de paisagem

Aos 246 anos, Capital tem pontos turísticos revitalizados ou à espera de reforma como o Laçador

Aos 246 anos, Capital tem pontos turísticos revitalizados ou à espera de reforma como o Laçador


MARCO QUINTANA/JC
Isabella Sander e Suzy Scarton
Completando 246 anos hoje, Porto Alegre é uma jovem senhora, ainda com muito a fazer, mas já com a experiência acumulada dos anos anteriores. A "moradia" que abriga quase 1,5 milhão de habitantes tem alguns "cômodos" e "decorações" favoritos dessa população, como o Mercado Público, o Largo dos Açorianos, a orla do Guaíba e a estátua do Laçador. Mas, como qualquer casa antiga, necessita de algumas reformas - e, aos poucos, têm recebido.

Mercado Público aguarda PPCI para ter segundo andar aberto

Incendiado há quase cinco anos, prédio foi construído em 1869 e conta com 106 lojas

Incendiado há quase cinco anos, prédio foi construído em 1869 e conta com 106 lojas


CLAITON DORNELLES /JC
O Mercado Público foi construído em 1869 e é um dos principais símbolos da Capital. Hoje, conta com 106 lojas, que empregam 1,1 mil trabalhadores e atraem em torno de 150 mil pessoas diariamente. Em 6 de julho de 2013, um incêndio devastou cerca de 20% do prédio, especialmente o segundo andar, que segue fechado e sem data para reabertura.
O que tranca a reabertura é a liberação de alvará de Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI). Cansados de aguardar disponibilidade de verba do poder público, os permissionários resolveram pagar de seus bolsos o trâmite burocrático e as intervenções necessárias para a liberação do alvará. O montante necessário passa de R$ 1,5 milhão.
O acordo para passar a responsabilidade do PPCI para os lojistas foi firmado no ano passado, mas ainda falta sua homologação na Justiça. No início de março, o Judiciário solicitou em audiência documentação ainda não entregue por prefeitura e permissionários, e aguarda a obtenção da papelada para homologar o acordo. A partir daí, o processo para obtenção do alvará terá prosseguimento.
Diretora da Associação do Comércio do Mercado Público Central, Adriana Kauer relata que todos os permissionários participarão da "vaquinha", e que cada um, individualmente, precisará fazer um financiamento para pagar sua parcela de R$ 1,5 milhão. O montante não será reembolsado pela prefeitura. "É um ato de solidariedade que temos com os colegas e com a cidade de Porto Alegre", afirma. 

Largo dos Açorianos deve ser concluído neste semestre

Largo dos Açorianos passa por intervenções de restauro desde outubro de 2016

Largo dos Açorianos passa por intervenções de restauro desde outubro de 2016


/CLAITON DORNELLES /JC
Situado entre o Centro e a Cidade Baixa, o Largo dos Açorianos passa por intervenções de restauro desde outubro de 2016. O espaço conta com o Monumento aos Açorianos, inaugurado em 1974, que homenageia a chegada, em 1792, dos primeiros 60 casais açorianos que povoaram a cidade. No local, está localizada a histórica Ponte dos Açores, também chamada Ponte de Pedra. Inaugurada em 1854, ela foi desenhada pelo construtor João Batista Soares da Silveira e Rosa, que utilizou escravos na sua mão de obra. O monumento foi tombado em 1979 e ganhou um espelho d'água sob seus três pilares em arco.
O monumento foi restaurado em 2013, e, na ocasião, foi projetada a restauração de todo o largo, com passagem de nível no espelho d'água e intervenções na Ponte de Pedra. As restaurações do monumento e da ponte já foram concluídas. A prefeitura ainda finaliza o espelho d'água, e também fará instalações hidráulicas e elétricas, além da colocação de arquibancadas, esplanadas, bancos e passeio público. A previsão de conclusão é ainda neste semestre.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Maurício Fernandes, considera o Largo dos Açorianos um ponto estratégico de convivência urbana, uma vez que une a Cidade Baixa, o Centro e parte da orla do Guaíba. E assegura que a obra ficará muito bonita. "Ficará maravilhosa, e em uma região muito necessária, que é a avenida Borges de Medeiros. Isso gera a qualificação do ambiente e, vinculada ao parque da orla, ao novo Cais Mauá e ao parque do Pontal do Estaleiro, que será entregue parcialmente até junho e proporcionará toda uma qualificação dos ambientes próximos ao Guaíba", afirma. 
 

Entrega de parte da orla do Guaíba está prevista para abril

A orla do Guaíba é um dos lugares preferidos dos porto-alegrenses

A orla do Guaíba é um dos lugares preferidos dos porto-alegrenses


MARCO QUINTANA/JC
Seja para andar de bicicleta, seja para apreciar o pôr do sol, a orla do Guaíba é um dos lugares preferidos dos porto-alegrenses. Em 2015, a prefeitura deu início a um processo de revitalização do local, com entrega estimada em 18 meses. A revitalização envolve apenas o trecho 1, entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. O prazo mais recente é abril de 2018.
Para o secretário Maurício Fernandes, a orla será um "parque de primeiro mundo, lindo, com bares, restaurantes e equipamentos de contemplação", conectado com o eixo do Cais Mauá, o Largo dos Açorianos e o Pontal do Estaleiro. "Podemos dizer que a orla de Porto Alegre, em um curto espaço de tempo, será totalmente transformada para melhor", resume.
O objetivo é revitalizar 10 quilômetros durante o governo do prefeito Nelson Marchezan Júnior. "Sem dúvida, essas intervenções favorecem o turismo, inclusive pela água, já que teremos até mesmo um atracadouro (que será entregue hoje)", observa Fernandes. 

Restauro do Laçador será realizado no ano que vem

Em 2007, estátua foi transferida para um sítio em frente ao Aeroporto Salgado Filho

Em 2007, estátua foi transferida para um sítio em frente ao Aeroporto Salgado Filho


MARCO QUINTANA/JC
Símbolo da Capital, a estátua do Laçador foi inaugurada em 20 de setembro de 1958, na Avenida dos Estados, e, em 2007, foi transferida para um sítio localizado em frente ao primeiro terminal do Aeroporto Internacional Salgado Filho. A obra foi esculpida pelo pelotense Antônio Caringi e tombada como patrimônio histórico de Porto Alegre.
Exposta às intempéries e a eventuais atos de vandalismo, a estátua apresenta algumas fissuras, que serão reparadas pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a Associação Sul Riograndense da Construção Civil e a prefeitura. O diagnóstico da recuperação foi feito há cerca de um ano, e o projeto está em fase de elaboração. A tendência é que a restauração aconteça no ano que vem.
O coordenador da Memória Cultural da prefeitura, Eduardo Hahn, destaca a história do Laçador, tornado símbolo oficial do Rio Grande do Sul em 1992. "É interessante, porque não foi construído no Estado, e sim em São Paulo, na exposição do quarto centenário da cidade, quando foi feito um concurso de esculturas nos pavilhões de cada estado", recorda. Caringi esculpiu, então, o Laçador, que, em tese, se manteria em solo paulista, mas acabou transportado para perto dos gaúchos.
Segundo Hahn, o Laçador tem como base uma estrutura clássica. "Se repararmos no posicionamento da mão, da perna, a estrutura é clássica. Dizem que Caringi se baseou na estátua de Davi, de Michelangelo", conta. Apesar de não parecer muito grande vista de longe, a escultura mede quase 4,5 metros de altura. O folclorista Paixão Côrtes serviu como modelo para a obra.
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