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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 29/03 às 14h06min

Noticiário corporativo e inflação alemã puxam alta das Bolsas da Europa

As Bolsas da Europa fecharam em alta no pregão desta quinta-feira (29), à medida que o peso de informações sobre fusões e aquisições prevaleceu sobre a já menos intensa onda vendedora que há alguns dias atinge ações de tecnologia. As movimentações corporativas repercutiram na França, com a possibilidade de uma fusão entre a Renault e a japonesa Nissan, no Reino Unido e na Suíça. Além disso, a inflação na Alemanha abaixo do esperado apoiou a busca pelos mercados acionários no continente.
O índice pan-europeu Stoxx-600 encerrou em alta de 0,44%, aos 370,87 pontos, com valorização de 0,47% na semana e recuo de 4,69% no trimestre. O subíndice da indústria de automóveis e autopeças disparou 3,27%.
O instituto nacional de estatísticas da Alemanha, o Destatis, informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha teve alta de 0,4% em março na comparação com fevereiro. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal projetavam avanço um pouco maior, de 0,5%. Com o avanço menor do que o esperado, o juro do Bund de 10 anos recuou de 0,505% na quinta-feira para 0,498%, o que reforçou a busca por ações na Europa, devido à menor pressão nos preços.
Em Frankfurt, o DAX 30 subiu 1,31%, para os 12.096,73 pontos, retomando o nível psicologicamente importante dos 12 mil pontos. Na semana, o índice apresentou queda de 0,03%, e, no trimestre, houve desvalorização de 6,35%.
Na praça, destaque para as montadoras, que se fortaleceram com relatos de que a Volkswagen pode fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de sua divisão de caminhões e ônibus. Seus papéis avançaram 4,44%, a maior alta do composto alemão, enquanto os da Daimler ganharam 4,10% e os da BMW tiveram alta de 3,71%.
Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou com avanço de 0,17%, para 7.056,61 pontos. A recuperação dos preços do cobre ajudou mineradoras listadas nesta praça, como mostram as altas das ações da Rio Tinto (+3,18%) e da Anglo American (+2,73%).
Além disso, a notícia de que a Melrose venceu uma disputa para adquirir a fabricante de peças de carros e aviões GKN fez os papéis dessas empresas dispararem 3,45% e 9,46%, respectivamente Na agenda de indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 0,4% no quarto trimestre de 2017 ante os três meses anteriores, segundo dados finais publicados hoje pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). O resultado veio em linha com as previsões.
O CAC-40, principal índice da Bolsa de Paris, fechou com ganho de 0,72%, aos 5.167,30 pontos. Na semana, no entanto, o índice apresentou estabilidade e, no trimestre, queda de 2,73%. Fontes ouvidas pela Bloomberg disseram que a Renault e a parceira japonesa Nissan negociam uma fusão para criar uma nova empresa com uma única ação negociada. As ações da francesa dispararam 5,79% e as da montadora asiática perderam 0,45%. Contudo, analistas de mercado alertam sobre o risco da natureza política do negócio, já que os governos de ambos os países detêm participação nas empresas.
Em outra área, a maior companhia de seguros e resseguros do mundo, Swiss Reinssurance, teve ganhos de 2,23% na Bolsa de Zurique após informações de que o SoftBank Group do Japão (-1,46%) está disposto a adquirir 25% da empresa suíça.
Em Madri, o Ibex-35 encerrou em alta de 0,48%, aos 9.600,40 pontos, com ganho semanal de 1,19%, mas perda trimestral de 4,42%. Já o FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, ganhou 0,36%, aos 22 411,15 pontos, com valorização de 0,06% na semana e de 2,55% nos acumulado dos três primeiros meses do ano.
Na Bolsa de Lisboa, o PSI-20 fechou com avanço de 0,89%, para os 5.405,57 pontos. O índice apresentou avanço de 0,60% na semana e de 0,32% no ano.
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