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Sustentabilidade

27/03/2018 - 18h42min. Alterada em 27/03 às 19h04min

Negócios sustentáveis podem render US$ 12 trilhões até 2030

Seminário promovido pelo Lide discutiu responsabilidade das empresas na implantação da Agenda 2030

Seminário promovido pelo Lide discutiu responsabilidade das empresas na implantação da Agenda 2030


LUIZA PRADO/JC
Paulo Egídio
Fortalecimento de marca, eficiência operacional, fidelização de clientes e retenção de talentos. Essas foram as principais vantagens em aderir a iniciativas sustentáveis apontadas pelo secretário executivo para o Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, durante seminário promovido pelo Lide-RS - Grupo de Líderes Empresariais nesta terça-feira (27) em Porto Alegre. O evento reuniu lideranças setoriais e representantes de empresas internacionais e discutiu o conceito de sustentabilidade sob as tendências ambiental, social e econômica.
Fortalecimento de marca, eficiência operacional, fidelização de clientes e retenção de talentos. Essas foram as principais vantagens em aderir a iniciativas sustentáveis apontadas pelo secretário executivo para o Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, durante seminário promovido pelo Lide-RS - Grupo de Líderes Empresariais nesta terça-feira (27) em Porto Alegre. O evento reuniu lideranças setoriais e representantes de empresas internacionais e discutiu o conceito de sustentabilidade sob as tendências ambiental, social e econômica.
Em seu pronunciamento, Pereira fez previsões positivas sobre a Agenda 2030, um plano de ação assinado em 2015 por 193 países para erradicar a pobreza e proteger o planeta. Segundo ele, se as metas do programa forem atingidas, o mercado mundial gerará mais de US$ 12 trilhões em oportunidades - especialmente com a promoção da igualdade de gênero - e cerca de 380 milhões de empregos.
Conforme o executivo, a sustentabilidade “é uma oportunidade de negócio que vai virar compliance”, já que a chamada geração Millenium (formada por pessoas nascidas na década de 1990) se importa tanto com o produto que consome quanto com a causa pela qual trabalha. “As pessoas não trabalham mais em qualquer lugar, mas em uma empresa com propósito”, resumiu.
Pereira também reconheceu que o crescente número de legislações ambientais é um desafio a ser enfrentado pelas empresas, mas que não deve ser visto como um inimigo. Para ele, a sustentabilidade pode ser utilizada como uma vantagem competitiva, principalmente na comparação com outros países emergentes. “Mostrar que temos uma legislação apertada é mostrar que nossos processos são melhores”, afirmou.
A visão otimista foi corroborada pelo secretário de Articulação Social do governo federal, Henrique Villa. Ao apresentar a Agenda 2030, o secretário destacou que o plano supera questões ecológicas. “São metas de desenvolvimento sustentável, que englobam questões econômicas, sociais, ambientais e institucionais”, explicou
Villa tranquilizou os empresários e garantiu que a adesão à agenda se transformará em oportunidades para o setor produtivo, como a ampliação da competitividade, a valorização de ativos sustentáveis e a melhoria da imagem do setor privado.
O seminário também recebeu empresas que promovem iniciativas ligadas à sustentabilidade. O português Miguel Coleta, head global do setor na Phillip Morris, afirmou que a empresa já investiu mais de R$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos considerados “de riscos reduzidos” (RPP, na sigla em inglês) para os fumantes. Desde o ano passado, o foco da multinacional é produzir produtos sem fumaça.
Coleta diz que o objetivo da Phillip Morris é transformar o mercado e atrair novos consumidores apresentando a sustentabilidade como a “mais-valia” dos novos produtos. “No futuro, as pessoas vão continuar a consumir tabaco. Oferecer alternativas é benéfico para a saúde desse novo consumidor”, afirma.
Por sua vez, a head de sustentabilidade da Coca Cola Femsa Brasil, Wanessa Scaborda, destaca que a empresa assumiu o compromisso de reciclar 100% das suas embalagens até 2030. Segundo ela, o foco da multinacional é trabalhar com energia limpa e fazer a diferença nas comunidades em que está inserida. “O principal desafio de todas as indústrias é levar (ao consumidor) esse compromisso social e ambiental”, considera.
Também participaram das discussões o presidente do Sindicato das Indústrias Químicas do Rio Grande do Sul (Sindiquim), Newton Battastini, e o diretor de planejamento do BRDE, Luiz Noronha.