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Mercado Financeiro

22/03/2018 - 10h06min. Alterada em 22/03 às 10h06min

Dólar sobe ante real com temor de guerra comercial

O dólar à vista opera em alta e renovou máximas na manhã desta quinta-feira (22) após o recuo da véspera. "Há ajustes técnicos após a queda forte no final da sessão de quarta-feira em reação ao tom gradualista nos juros pelo Federal Reserve", diz o diretor da Correparti Jefferson Rugik. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) elevou os juros dos Fed Funds em 0,25 ponto, para a faixa de 1,50% a 1,75% e sinalizou para mais duas altas neste ano e outras duas elevações em 2019.
O dólar à vista opera em alta e renovou máximas na manhã desta quinta-feira (22) após o recuo da véspera. "Há ajustes técnicos após a queda forte no final da sessão de quarta-feira em reação ao tom gradualista nos juros pelo Federal Reserve", diz o diretor da Correparti Jefferson Rugik. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) elevou os juros dos Fed Funds em 0,25 ponto, para a faixa de 1,50% a 1,75% e sinalizou para mais duas altas neste ano e outras duas elevações em 2019.
A alta ante o real tem ainda como pano de fundo cautela em relação aos desdobramentos da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, afirma Rugik. O presidente Donald Trump deve anunciar no início da tarde novas medidas comerciais contra a China, incluindo tarifas que podem afetar pelo menos US$ 30 bilhões em bens do gigante asiático.
Washington deve denunciar a violação pelos chineses de direitos de propriedade intelectual dos EUA e poderá impor restrições à capacidade de Pequim de adquirir tecnologia e empresas de alta tecnologia americanas. Já a China alertou nesta quinta os EUA de que "definitivamente não vai ficar parada e assistir seus legítimos interesses ser prejudicados", afirmou o Ministério do Comércio do país em comunicado, prometendo tomar "todas as medidas necessárias" para defender seus interesses.
O ministério declarou ainda rejeitar quaisquer ações da Casa Branca que representem unilateralismo e protecionismo comercial. Internamente, há expectativas sobre Supremo Tribunal Federal (STF), que deve apreciar na tarde desta quinta o habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar que ele seja preso. O pedido foi pautado pela presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, e irá definir se o petista poderá ou não escapar da prisão, após a análise do recurso de sua defesa na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, na próxima segunda-feira (26). 
Às 9h45min, o dólar à vista subia 0,99%, na máxima aos R$ 3,2984. O dólar futuro para abril estava em alta de 0,73%, aos R$ 3,2995, ante máxima aos R$ 3,30 (+0,75%).