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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio exterior

Notícia da edição impressa de 22/03/2018. Alterada em 21/03 às 23h33min

EUA suspende sobretaxas de aço e alumínio do Brasil para negociar

Donald Trump estuda isenção ou redução de tarifas de importação

Donald Trump estuda isenção ou redução de tarifas de importação


/MANDEL NGAN/AFP/JC
O presidente Michel Temer afirmou que o governo dos Estados Unidos suspendeu a sobretaxação aos produtores brasileiros de aço e alumínio até que os dois países concluam uma negociação sobre as novas tarifas aplicadas ao setor.
Nos EUA, o representante do Comércio do país, Robert Lighthizer, confirmou, ontem, que o governo norte-americano vai começar a conversar com o Brasil para negociar uma eventual redução ou isenção das tarifas de importação sobre o aço, anunciadas pelo presidente Donald Trump.
"Outro país com o qual vamos começar a conversar em breve é o Brasil", declarou Lighthizer, durante audiência no Congresso. É a primeira vez que o País é mencionado pelo governo americano na lista de possíveis exclusões.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse que a notícia de que o Brasil poderia ficar fora da sobretaxa do aço enquanto são feitas negociações é "muito positiva". "Vamos ter que nos preparar para mostrar que o aço brasileiro ajuda a indústria americana, porque é matéria-prima para eles", afirmou, após participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Durante reunião do Conselhão, Temer leu uma nota em que a Casa Branca comunica ao governo brasileiro a abertura de negociações sobre as tarifas. A medida foi anunciada pelo presidente como uma "boa notícia". De acordo com ele, o governo norte-americano disse que o Brasil é um dos países por onde começarão as negociações. "As novas alíquotas não se aplicarão enquanto estivermos conversando sobre o tema", disse o peemedebista ao ler a nota.
O comunicado ocorre um dia depois de empresários do setor terem se reunido com Temer para tratar do assunto. Na reunião, eles pediram que o governo brasileiro entrasse em contato com os EUA para abrir uma negociação.
No início do mês, Donald Trump anunciou sobretaxa ao aço e ao alumínio importados pelos Estados Unidos. A medida prejudicava diretamente o comércio exterior do Brasil, um dos principais exportadores desse produto.
As tarifas - que, agora, podem ser negociadas no caso brasileiro - passarão de até 0,9% para 25% sobre o aço e de 2% para 10% sobre o alumínio. A justificativa de Trump é a suposta necessidade de preservação da segurança nacional. Diante do anúncio, o governo Temer estudava medidas para tentar contornar as sobretaxas de Trump, como, por exemplo, o apelo à Organização Mundial do Comércio (OMC), mas nenhuma ação concreta havia sido anunciada.
Além do Brasil, foram citados México, Canadá, Argentina, Coreia do Sul, Austrália e União Europeia como países e regiões que já iniciaram as negociações com os EUA. As conversas devem durar até o final de abril, segundo Lighthizer. A despeito das negociações, porém, as tarifas, de 25% sobre o aço importado e 10% sobre o alumínio, passam a valer amanhã e terão impacto sobre a indústria siderúrgica brasileira.
Os EUA são o maior comprador do aço do Brasil, que exportou US$ 2,6 bilhões para o país (cerca de R$ 8,5 milhões) no ano passado. Isso equivale a quase um terço das vendas do produto. Para o Instituto Aço Brasil, a sobretaxa de 25% tem o potencial de inviabilizar as exportações brasileiras para os EUA em função do aumento de custo.

Segurança nacional é o argumento do presidente republicano para aderir à taxação

As tarifas foram decretadas pelos EUA sob o argumento da segurança nacional que, segundo representante do Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, é "definido de forma ampla" pelo presidente Donald Trump. O republicano inclui a segurança econômica e a sobrevivência da indústria americana de aço e alumínio como um de seus fatores, e mencionou, em discurso, que, "se você não tem aço, você não tem um país".
Já o Brasil argumenta que o aço exportado para os americanos é complementar à indústria dos EUA, já que é semiacabado e é transformado, na sequência, pelas siderúrgicas locais. Governo e empresas brasileiras fizeram lobby no Congresso e na administração Trump para tentar reverter a medida. As negociações, agora, são conduzidas diretamente com Lighthizer. O Brasil também lembra que é um parceiro dos EUA na área militar, que não tem déficit comercial com o país e que importa carvão americano para suas siderúrgicas.
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Comentários
Goldman Sachs 23/03/2018 08h51min
Os Governo Brasileiro e Norte - Americano, sempre pautaram as negociações de seu relacionamento comercial, de forma lógica e democrática, a tendência segundo DONALD TRUMP e MICHEL TEMMER, é que aja redução de impostos e até a alíquota ser zerada, pois as negociações envolvem o setor da Segurança Militar , entre os dois Países, minha opinião pessoal, é de que cheguemos nesses casos especiais, realmente a zerar a alíquota do setor militar, pois represento os dois Países, sei da dificuldade pelo ..