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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 20/03/2018. Alterada em 19/03 às 22h09min

China pode trazer montadora de tratores ao País

Estado poderá receber complexo de produção e abate de suínos, afirma Tang

Estado poderá receber complexo de produção e abate de suínos, afirma Tang


CLAITON DORNELLES /JC
Thiago Copetti
Entre os US$ 20 bilhões em negócios previstos para o Brasil por empresas e fundos de investimentos chineses ao longo de 2018 há dois com potencial para serem destinados ao Rio Grande do Sul. Segundo o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Tang, entre os projetos estão uma montadora de tratores e um complexo de produção e abate de suínos.
Apesar de não revelar maiores detalhes sobre valores e nomes das empresas, Tang contou, em evento na Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), que a ideia é trazer para Brasil peças fabricadas na China e finalizar tratores aqui. "Enquanto um trator de pequena potência pode custar quase R$ 200 mil no Brasil, um trator chinês sai de fábrica custando US$ 10 mil (cerca de R$ 30 mil). Mas teremos componentes nacionais para podermos ter vendas por meio do Bndes, via Finame", revela.
Tang também disse a empresários presentes no encontro que outro grupo chinês tem interesse em comprar os módulos de plataformas e estruturas abandonadas pela Iesa, em Charqueadas, após a perda de encomendas da Petrobras. O executivo lembrou, ainda, que recentemente empresários chineses desistiram de adquirir um estaleiro no Sul do Estado devido ao envolvimento da empresa em corrupção, revelado pela Operação Lava Jato durante as negociações. Outra prioridade é o ramo de construção civil. "Estamos atentos a esta área. Temos o máximo interesse na construção e ampliação de aeroportos", disse Tang.
O setor energético, um dos grandes focos de investimentos chineses no Brasil, seguirá avançando, mas em novas frentes, como de geração eólica e solar. "O investimento feito pela Shanghai Electric na Eletrosul vai melhorar a capacidade de transmissão, que era limitada, e será possível distribuir também energia de novas fontes", explicou o presidente da CCIBC.
Durante o evento, Tang também falou sobre os investimentos que  não são direcionados ao Brasil por questão legais, como a limitação de compra de terras por estrangeiros. Apenas da China, de acordo com Tang, cerca de US$ 100 milhões deixaram de vir para o Brasil no ano passado devido as restrições brasileiras e foram para outros países da América Latina. "O Brasil perde e os vizinhos do Mercosul comemoram, como o Paraguai, que inclusive está atraindo empresas do Brasil por valorizar investimentos estrangeiros e facilitar a produção industrial", disse Tang, criticando os muitos entraves brasileiros aos negócios nacionais e internacionais.
Tang também destacou que a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) está organizando uma missão empresarial gaúcha para a primeira edição da China International Import Export Shanghai. O evento é para empresas interessadas sem e tornar exportar de produtos para país e pode ser a porta de entrada para vendas na Ásia e para diversificas as exportações brasileiras para o país, predominantemente de commodities, como soja.
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