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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 16/03/2018. Alterada em 15/03 às 20h35min

Portal deve unir setores da pecuária de corte

Projeto, planejado desde a última Expointer, foi lançado oficialmente

Projeto, planejado desde a última Expointer, foi lançado oficialmente


/LUIZ CHAVES/PALÁCIO PIRATINI/JC
Guilherme Daroit
Gestado desde a última Expointer, em agosto do ano passado, foi lançado oficialmente, nesta quinta-feira, o Observatório Gaúcho da Carne. O portal de dados sobre a pecuária de corte no Estado (observatoriogauchodacarne.com.br), que reúne as informações públicas sobre os elos da cadeia produtiva, é visto por entidades e governo como uma forma de facilitar o diálogo entre produtores e indústria. A expectativa é de que seja o primeiro passo para a criação, no futuro, de uma agência ou instituto que promova a carne bovina do Rio Grande do Sul.
Na prática, o observatório é um site que classifica e expõe, de maneira intuitiva, diversos dados públicos sobre a bovinocultura de corte. Segundo a veterinária Andréa Veríssimo, coordenadora do projeto, já foram inseridas 883 milhões de informações coletadas por outras entidades, principalmente a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). A ferramenta permite fazer cruzamentos de dados como exportação e importação, nascimentos e abates, tipo de corte, entre outros; gerar tabelas e gráficos; e comparar a situação do Rio Grande do Sul em relação a outros estados e países. A série começa em 2010, quando os arquivos da Seapi foram digitalizados.
A inspiração para o projeto veio de observatórios semelhantes, como o Milk e Market Observatory, da União Europeia. "Quando passaram a ter acesso aos dados de maneira transparente, a comunicação entre o setor melhorou muito. A transparência gera confiança", argumenta Andréa. Uma pesquisa inicial, com 350 entrevistados entre entidades e pesquisadores, determinou quais seriam as informações consideradas mais importantes pelo setor.
"O objetivo é buscar valorização e continuar a melhoria na qualidade da carne. Já evoluímos muito nos últimos anos, mas podemos agregar mais valor ainda", afirmou, no lançamento, o secretário da Agricultura, Ernani Polo. O secretário vê a medida como um passo inicial para a criação de uma agência que coordene a cadeia produtiva no Estado, com ações como a criação de um selo de origem, por exemplo, seguindo o processo de valorização feito por países como Argentina, Uruguai e Austrália. Polo afirma ainda que a iniciativa deve ser estendida futuramente a outros setores do agronegócio, como a da bovinocultura de leite.
Toda a estruturação do observatório até aqui foi bancada pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do estado (Fundesa). Os custos com a manutenção e expansão do portal serão divididos entre as entidades do setor, segundo Andréa. "Entendemos que deveríamos dar uma parada e fazer um conserto, criar sinergias e condições de um trabalho efetivo que valorize produtores, indústrias e chegue à sociedade", comenta o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Já o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, salientou que produtores e indústrias são interdependentes, e precisam se comportar como tal, além de classificar a iniciativa como uma ferramenta poderosa por gerar conhecimento. O presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, acrescenta que a centralização de dados permitirá às entidades sentarem à mesa de maneira igualitária. "Quando nos virmos como um setor único, vamos poder chegar em soluções únicas, de ganha-ganha, e não na situação atual em que indústria e produtores se revezam entre quem está perdendo e quem está ganhando", afirma Lauxen, para quem o Observatório deve dar origem a um instituto de inteligência para a carne bovina gaúcha.
Presente ao lançamento, o governador do Estado, José Ivo Sartori, defendeu que a iniciativa ajudará na maturidade do setor da pecuária de corte no Rio Grande do Sul. "Gerará informações inclusive para o poder público, de saber o que é bom para todos, e não para um ou para outro", afirmou Sartori.
 
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